A Bolsa consolidou-se em alta durante à tarde de ontem, mas os ganhos não foram suficientes para apagar a perda de 1,80% da sessão anterior nem para recolocar o Ibovespa nos 59 mil pontos. No Exterior, as bolsas registraram ganho firme em Nova York e na Europa, o que ajudou o mercado doméstico a assimilar melhor a mensagem de ontem do Federal Reserve.
No Brasil, a despeito do preocupante cenário político, os investidores nutriram certa expectativa positiva com as medidas para reaquecer a economia que foram divulgadas faltando em torno de uma hora para o encerramento dos negócios.
O Ibovespa fechou a quinta-feira, 15, com 58.396,16 pontos ( 0,32%). Oscilou da mínima de 57.574,73 pontos (-1,09%) à máxima de 58.635,21 pontos ( 0,73%). O volume foi de R$ 7,37 bilhões. Em dezembro, a Bolsa tem perdas de 5,67%. Em 2016, há valorização de 34,71%.
O pessimismo sobre o cenário político, a desconfiança sobre a recuperação da economia e os sinais emitidos nesta quarta-feira pelo Federal Reserve, de que o aperto monetário nos EUA será maior do que o previsto, pesaram na etapa inicial. A partir do meio da tarde, as perdas foram se esvanecendo, na medida em que as bolsas norte-americanas fincavam pé no terreno positivo, a despeito da mensagem do Fed, assim como as bolsas europeias também avançaram.
Entre os papéis, os destaques de alta nesta quinta-feira foram as ações do setor siderúrgico, devolvendo a forte queda da sessão anterior. Usiminas PNA avançou 5,19% e CSN ON, 3,02%. Os preços do petróleo chegaram a inverter a queda inicial ajudando os papéis da Petrobras, mas as cotações voltavam a perder força no final do dia. Petrobras ON caiu 0,91% e a PN subiu 0,75%. No segmento financeiro, o desempenho foi misto, com alta de 3,84% de Banco do Brasil ON e de 0,33% de Bradesco PN. Mas Itaú Unibanco PN recuou 0,40%.