O dólar fechou em alta sustentado por cautela com o ambiente político e o avanço da divisa dos EUA no Exterior. Além de movimentos técnicos, possíveis surpresas com a delação de executivos de Odebrecht, principalmente aquelas que poderiam afetar o governo e o ajuste fiscal, motivaram operações defensivas.
A moeda foi negociada a R$ R$ 3,391, avanço de 0,52%. É o terceiro dia seguido de ganho. Saindo um pouco do noticiário local, o Exterior também teve sua contribuição para o avanço do dólar. O Dollar Index tocou a máxima de 103,270 pontos (0,24%) no começo da tarde, mas recuava 0,08%, aos 102,940 pontos no fim do dia. Frente ao peso mexicano, a alta era de 0,52% por volta das 18 horas.
Bovespa
A bolsa foi paulatinamente perdendo força e zerou os ganhos no fechamento da sessão, em que nas máximas chegou a retomar os 59 mil pontos. Após acelerar ganhos para acima de 1%, o índice esmoreceu, influenciado pelas bolsas americanas, que se firmaram em baixa, e pela cautela com o cenário político às vésperas do fim de semana.
O Ibovespa fechou com 58.389,04 pontos (-0,01%), perto da mínima de 58.365,46 pontos (-0,05%). Na máxima, atingiu 59.311,73 pontos ( 1,57%). O volume foi de R$ 7,08 bilhões. A bolsa fecha a semana com perda de 3,49%. No mês, a queda acumulada chega a 3,90%, mas no ano há valorização de 34,70%.
Enquanto o setor financeiro sustentou ganhos consistentes durante a tarde, os papéis da Petrobras arrefeceram, mesmo com o petróleo em alta de mais de 2%, influenciando o índice à vista. Petrobras ON fechou em queda de 1,20% e a PN, de 0,61%, nas mínimas. Além disso, Vale e siderúrgicas também cederam, a despeito da alta dos preços do minério de ferro na China. Vale PNA recuou 2,84% e Usiminas PNA, -1,98%.Cielo ON ( 8,17%) liderou o ranking das maiores altas. Santander Unit ( 3,18%).