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Remédio falta e mulher sofre ferimento em crise de epilepsia

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Mulher machucou o queixo após cair durante uma das crises

Em crise por conta da falta de medicação para epilepsia, uma mulher de 38 anos acabou ferida no queixo durante um ataque, em Bauru. Tatiana Pereira Alves está há mais de um mês sem os medicamentos Lamotrigina e Clobazam, que são fornecidos pelo Estado, mas tiveram a distribuição prejudicada. 

A falta de insumos para diabetes também tem gerado reclamações e foi registrada, nesta semana, na Polícia Civil.

O Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6) afirma que os dois casos serão resolvidos.

ANTIEPILÉTICO

"Eu vivo com medo e com receio. O que tem segurado as crises de epilepsia é uma outra medicação que eu tomo, mas, de vez em quando, os ataques ocorrem. Por sorte, foi só o queixo, nada pior aconteceu", comenta Tatiana. Ela conta que a crise, que lhe rendeu uma queda e quatro pontos, ocorreu há duas semanas.

Em nota, o DRS-6 diz que os remédios já foram adquiridos e alega que há atraso por parte do fornecedor. O órgão diz ainda que as empresas "têm sido cobradas para que entreguem o mais rápido possível" e que elas estão sujeitas à multa por descumprimento do prazo. "Tão logo os produtos sejam entregues, a paciente será comunicada".

Ainda em nota, o Estado afirma que o SUS distribui mil tipos de medicamentos em diversas apresentações e que desabastecimentos temporários "são exceção à regra e podem ocorrer por fatores externos como aumentos inesperados de demanda, atrasos por parte do fornecedor, problemas logísticos, escassez de matéria-prima ou licitações que fracassam por ausência de interessados".

DIABETES

Em outro caso, registrado em boletim de ocorrência, Rafael Costa Placce, 30 anos, denunciou que, desde agosto deste ano, tem recebido parcialmente os insumos para o tratamento do diabetes tipo 1.

Sem dinheiro para adquirir os kits de reservatório e o conjunto de infusão, que custam em média R$ 800,00, ele tem vivido à base de doações de outros pacientes, mesmo com medida judicial a seu favor.

"É muito caro. Não é todo mês que dá para comprar. Outras pessoas que conheço estão na mesma situação", reclama Rafael.

Em nota, o Estado diz que a aquisição já foi realizada e que o paciente deve retirar os insumos no DRS-6 nesta segunda-feira.

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