Internacional

Obama fala em 'banho de sangue'


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Washington  - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que o mundo está "unido no horror" por conta dos combates na cidade síria de Aleppo e que o presidente sírio, Bashar al-Assad, e seus aliados são responsáveis pelas atrocidades, incluindo o massacre de civis.

"A responsabilidade por esta brutalidade recai sobre um lugar só: com o regime de Assad e seus aliados Rússia e Irã. E esse sangue e essas atrocidades estão nas mãos deles", disse Obama em entrevista coletiva na Casa Branca, provavelmente a última como presidente dos EUA.

Ele disse isso no exato momento em que a retirada de pessoas foi suspensa, no meio de desavenças e troca de acusações. 

A operação de retirada de pessoas das últimas áreas controladas pela oposição na cidade síria de Aleppo foi suspensa depois que milícias pró-governo exigiram que pessoas feridas deveriam também ser retiradas de duas vilas xiitas cercadas pelos rebeldes.

INTERRUPÇÃO

O segundo dia da operação para retirar combatentes e civis do enclave rebelde em Aleppo foi interrompido em meio a recriminações de todos os lados, após uma manhã quando o ritmo da operação havia aumentado.

"Aleppo é agora um sinônimo para inferno", disse o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, à imprensa. "Eu lamento muito que nós tivemos que parar a operação."

Uma fonte síria afirmou que a retirada foi suspensa porque os rebeldes tentaram tirar pessoas que eles haviam raptado, além de levar armas escondidas. Grupos rebeldes negaram a versão.

HEZBOLLAH

Um meio de comunicação do grupo Hezbollah, pró-governo sírio, afirmou que manifestantes haviam bloqueado a rodovia, exigindo que feridos das vilas xiitas de Foua e Kefraya, que estão cercadas por grupos rebeldes, na província próxima de Idlib, também fossem retirados.

O Irã, um dos principais aliados da Síria, havia exigido que as vilas fossem incluídas no acordo de cessar-fogo pelo qual as pessoas estão deixando Aleppo, disseram rebeldes e representantes das Nações Unidas.

O caos que marca a retirada em Aleppo reflete a complexidade de uma guerra que envolve uma série de grupos e interesses.

Rebeldes têm culpado o Irã e os grupos xiitas aos quais o país dá apoio na Síria pela obstrução dos esforços de Moscou para mediar a retirada no leste de Aleppo.

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