O Ibovespa começou a semana em queda e abaixo dos 58 mil pontos, comportamento que foi definido no período da tarde, quando, passado o exercício de opções sobre ações, as blue chips, principalmente Vale, ampliaram as perdas. O giro financeiro, de R$ 11,4 bilhões, foi inflado pelo vencimento, que movimentou R$ 4,361 bilhões. O índice à vista encerrou com queda de 2,19%, aos 57.110,99 pontos, menor patamar desde os 57.079,75 pontos registrados em 16/9/2016. Fechou perto da mínima, de 57.109 pontos (-2,19%). Na máxima, chegou a subir 0,36%, aos 58.600 pontos. Em dezembro, as perdas acumuladas são de 7,75%. Em 2016, há valorização de 31,75%.
Vale PNA terminou em baixa de 6,33%. Em 2016, porém, tem valorização de 123,59%. Vale ON caiu 6,13%. O desempenho ruim da Vale carregou junto os papéis das siderúrgicas. CSN ON teve queda de 5,88% e Usiminas PNA cedeu 2,27%.
O setor de bancos recuou em bloco, com Itaú Unibanco PN em baixa de 2,70% e Bradesco PN, de 2,19%. No exterior, as bolsas norte-americanas operaram em alta, assim como parte das bolsas europeias. Perto das 18h, o Dow Jones mirava os 20 mil pontos, operando com 19.880,72 pontos ( 0,19%). O S&P 500 mostrava valorização de 0,16%. Já o petróleo ficou de lado ao longo da tarde, tendo fechado o barril do WTI para janeiro em alta de 0,20%, a US$ 53,06. Ainda a assim, as ações da Petrobras fecharam em forte queda, de 2,71% (PN) e 3,19% (ON).
Dólar
Após manhã de instabilidade, o dólar firmou-se em queda de 0,56% frente ao real e manteve-se em terreno negativo até o fim da sessão cotado a R$ 3,372 na venda.
O recuo só não foi maior por causa da cautela com o ambiente político. As novidades sobre a delação de executivos da Odebrecht na Lava Jato ontem tiveram pouco efeito direto no câmbio doméstico, mas continuaram a alimentar o desconforto para investidas maiores.