Em meio à crise econômica, os vereadores de São Paulo aprovaram o aumento de seus próprios salários na tarde dessa terça-feira (20). O reajuste de 26,3% para 2017 eleva os salários dos 55 vereadores da Casa de R$ 15.031,76 para R$ 18.991,68.
O aumento ocorre a 11 dias do fim do mandato e contraria medida do futuro prefeito, João Doria (PSDB), que vetou para o ano que vem os salários dele, do vice-prefeito e dos secretários. Foram 30 votos a favor e 11 contrários. Votaram contra os vereadores Andrea Matarazzo (PSD), Aurélio Nomura (PSDB), Aurélio Miguel (PR), José Police Neto (PSD), Mário Covas Neto (PSDB), Gilberto Natalini (PV), Massataka Ota (PSB), Patrícia Bezerra (PSDB), Ricardo Nunes (PMDB), Salomão Pereira (PSDB), e Toninho Vespoli (PSOL).
“O aumento de salários em meio à crise econômica evidencia o distanciamento desta Casa com a população. Está em total desconexão com a realidade”, disse Vespoli.
O aumento foi articulado pela Mesa Diretora da Casa, sob o argumento de os salários estarem congelados há oito anos.
A alteração impacta no salário do vice, Bruno Covas (PSDB), que sairia dos R$ 21,7 mil para R$ 27,5 mil e provoca efeito cascata em toda administração municipal. O teto do salário de um servidor hoje não pode ultrapassar o do prefeito. Com patrimônio aproximado de R$ 180 milhões, Doria já anunciou que doará sua remuneração para instituições.