| Malavolta Jr. |
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| Léo Meindl é bloqueado pela marcação do Brasília na derrota de ontem, a 2ª consecutiva em casa |
O Gocil/Bauru perdeu para o Brasília por 79 a 62, nessa quinta-feira (22) à noite, no ginásio Panela de Pressão, resultado que ligou o “sinal de alerta” no Dragão, no Novo Basquete Brasil (NBB) 2016/17. A equipe, que chegou a vencer quatro vezes seguidas, teve o bom momento freado na última terça-feira (20), ao perder para o Minas Tênis Clube, também em casa. Agora, sofreu a segunda derrota consecutiva diante da torcida, que desta vez vaiou o time ao final do jogo.
Bauru só volta a atuar agora em 7 de janeiro de 2017, quando recebe o Franca, novamente no ginásio do Noroeste. O elenco entrou em recesso ao final do jogo de ontem e retorna aos treinos em 2 de janeiro. Na retomada do NBB, a expectativa da comissão técnica bauruense é já contar com a presença do ala Alex Garcia, que se recupera de lesão.
O JOGO
Os primeiros minutos do jogo até foram equilibrados, com Gui Deodato e Hettsheimeir pontuando por Bauru, porém logo o Brasília passou a ter o domínio da partida, aproveitando o bom jogo de Pilar (ex-Bauru) e Guilherme Giovannoni, vencendo por 20 a 15 o primeiro período. No segundo quarto, Bauru entrou mal e demorou mais de cinco minutos para pontuar (metade da parcial). O baixo aproveitamento ofensivo permitiu que o Brasília ampliasse a vantagem e fosse para o intervalo com o placar de 42 a 29 a seu favor.
O terceiro período, de novo, teve um início ruim dos bauruenses – a exemplo do que já havia ocorrido contra o Minas, na partida anterior. O Dragão demorou mais de três minutos para anotar o primeiro ponto, enquanto o Brasília convertia bolas do perímetro em sequência, com Deryk e Giovannoni, enquanto Fúlvio e Alemão pontuavam na zona pintada. A parcial terminou com os brasilienses à frente, 62 a 46. No último quarto, Bauru não conseguiu reagir e terminou o duelo sob vaias dos 715 torcedores que compareceram ao ginásio no último jogo de 2016: 79 a 62 para o Brasília.
‘CABEÇA NO LUGAR’
Após o jogo, o técnico Demétrius Ferracciú pediu para que os atletas fossem diretamente ao vestiário, onde conversaram por cerca de 15 minutos. Depois, ele e o ala Gui Deodato falaram com a imprensa. “Esse é um momento, temos que manter a confiança e a cabeça no lugar. Pelo nível de jogadores do nosso grupo, todo mundo se cobra muito, e tem uma autocobrança, a gente confia um no outro”, destacou Gui Deodato. “É amargo sair de quadra com vaias”, resumiu.
Para o treinador, o time tem que assimilar as críticas. “A gente tem que canalizar (as vaias e as críticas) para um outro lado, a torcida tem razão em cobrar, quer que o time vença em casa. Eles nos apoiaram até um certo momento do jogo, então temos que canalizar isso para o ano que vem”, disse. Sobre a conversa no vestiário, ele procurou não entrar em detalhes. “Se fosse para expor o que a gente falou lá, eu teria feito isso aqui (na quadra) no meio de todo mundo”, concluiu.
