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Dia de família unida também fora de casa

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Denise Guimarães
Ederson e Michele Arroteia com filhos Ana Beatriz e Leonardo: família de Bariri vem a Bauru para fazer turismo no Natal

No vaivém típico de véspera de Natal, muitas famílias já estavam juntas, ontem pela manhã, mesmo antes da tradicional ceia. Algumas passeavam, outras tantas corriam atrás de presentes e detalhes para a festa. Algumas ainda estavam na labuta. E, neste caso, estar com os parentes faz toda a diferença.

Um exemplo é a família Tokumitsu, que há 12 anos tem uma pastelaria na quadra 5 da rua Rio Branco. Lá trabalham o pai, Issamu, 78 anos, e os filhos Maicoll, 37, e Márcio, 31. A mãe, Marlene, fica em casa preparando os recheios. E as crianças, quando passam pelo local, também querem ajudar.

Além de 'ganharem o pão' juntos, ainda mais no período de festas com o horário de atendimento estendido, os comerciantes passam o Natal unidos em uma festa com cerca de 30 pessoas.

"Não temos atritos, ao contrário. Nessa semana, abrimos até de domingo e estar com o pai e o irmão anima e aumenta o clima de Natal. Não tem um final de semana que a gente não se veja, família bem unida", conta Maicoll.

Ele avalia que o esforço das horas extras valeu a pena. "Temos clientes fiéis e muitas famílias que vêm comer pastel, desde quando a mãe estava grávida até agora com a criança grandinha. Fazemos amizade e eles se tornam como família para a gente".

NAS RUAS

Em alguns casos, as compras de última hora tornam-se também um programa em família, na véspera de Natal. Com os netos Rafael e Beatriz Sato, de 13 e 8 anos, Pedro Airton Serpa, 64 anos, esperava uma das filhas e a esposa comprarem os presentes para o "amigo da onça". "É muito mais divertido que amigo secreto, porque um pode pegar o presente do outro. Damos coisas legais e 'zoeiras'. Na festa são umas 30 pessoas e todos participam", comenta o avô.

Mas deixar as compras para o dia da festa não atrapalha a ceia? "Que nada! Cada um leva um pouco, alguns pratos já adiantamos e os assados fazemos à tarde mesmo. Já esquematizei tudo!", garante.

Já Letícia e Rodolfo Caetano foram direto à loja de brinquedos, apenas para pegar o presente do filho Miguel, 4 anos. "Não tivemos tempo de vir antes e vamos correr para preparar a ceia!", diz a mãe.

Há até quem aproveite o dia para antecipar as compras de fim de ano. "A roupa para hoje está comprada, mas procuro algo para o Ano Novo. Vim durante a semana, não achei o que queria e voltei. Por ser o último dia antes do Natal, pode ter ofertas", acredita a estudante Sabrina Alves, acompanhada da mãe, Selma.

Elas estavam justamente em um loja de roupas em que trabalham também o pai e os primos de Carla Rigoni. "Gosto de trabalhar em família, ficamos mais unidos. E estaremos juntos na ceia, que deve reunir 40 pessoas. Quem não está trabalhando no comércio vai preparar os pratos. Vamos ficar até às 18h, com a esperança que o movimento seja ainda maior ao longo do dia".

TURISMO DE NATAL

Entre tantas pessoas correndo, uma família chamou a atenção ontem porque caminhava tranquila pelo Calçadão da Batista de Carvalho. Michele e Ederson Arroteia, com os filhos Ana Beatriz, 4 anos, e Leonardo, 2 anos, são de Bariri e vieram a Bauru para passear pela cidade. "A ideia é ter um Natal diferente, descansar e conhecer com calma lugares que a gente nunca tinha ido", explica a mãe.

Hospedados em um hotel, os quatro já tinham visitado os shoppings, o zoológico e pretendiam encontrar variedade e ofertas na região central. "Vamos levar presentes para os parentes. Foi um ano difícil e os lojistas estão tentando cativar a gente. É gostoso passar por aqui", finaliza Michele.

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