| Denise Guimarães |
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| Ederson e Michele Arroteia com filhos Ana Beatriz e Leonardo: família de Bariri vem a Bauru para fazer turismo no Natal |
No vaivém típico de véspera de Natal, muitas famílias já estavam juntas, ontem pela manhã, mesmo antes da tradicional ceia. Algumas passeavam, outras tantas corriam atrás de presentes e detalhes para a festa. Algumas ainda estavam na labuta. E, neste caso, estar com os parentes faz toda a diferença.
Um exemplo é a família Tokumitsu, que há 12 anos tem uma pastelaria na quadra 5 da rua Rio Branco. Lá trabalham o pai, Issamu, 78 anos, e os filhos Maicoll, 37, e Márcio, 31. A mãe, Marlene, fica em casa preparando os recheios. E as crianças, quando passam pelo local, também querem ajudar.
Além de 'ganharem o pão' juntos, ainda mais no período de festas com o horário de atendimento estendido, os comerciantes passam o Natal unidos em uma festa com cerca de 30 pessoas.
"Não temos atritos, ao contrário. Nessa semana, abrimos até de domingo e estar com o pai e o irmão anima e aumenta o clima de Natal. Não tem um final de semana que a gente não se veja, família bem unida", conta Maicoll.
Ele avalia que o esforço das horas extras valeu a pena. "Temos clientes fiéis e muitas famílias que vêm comer pastel, desde quando a mãe estava grávida até agora com a criança grandinha. Fazemos amizade e eles se tornam como família para a gente".
NAS RUAS
Em alguns casos, as compras de última hora tornam-se também um programa em família, na véspera de Natal. Com os netos Rafael e Beatriz Sato, de 13 e 8 anos, Pedro Airton Serpa, 64 anos, esperava uma das filhas e a esposa comprarem os presentes para o "amigo da onça". "É muito mais divertido que amigo secreto, porque um pode pegar o presente do outro. Damos coisas legais e 'zoeiras'. Na festa são umas 30 pessoas e todos participam", comenta o avô.
Mas deixar as compras para o dia da festa não atrapalha a ceia? "Que nada! Cada um leva um pouco, alguns pratos já adiantamos e os assados fazemos à tarde mesmo. Já esquematizei tudo!", garante.
Já Letícia e Rodolfo Caetano foram direto à loja de brinquedos, apenas para pegar o presente do filho Miguel, 4 anos. "Não tivemos tempo de vir antes e vamos correr para preparar a ceia!", diz a mãe.
Há até quem aproveite o dia para antecipar as compras de fim de ano. "A roupa para hoje está comprada, mas procuro algo para o Ano Novo. Vim durante a semana, não achei o que queria e voltei. Por ser o último dia antes do Natal, pode ter ofertas", acredita a estudante Sabrina Alves, acompanhada da mãe, Selma.
Elas estavam justamente em um loja de roupas em que trabalham também o pai e os primos de Carla Rigoni. "Gosto de trabalhar em família, ficamos mais unidos. E estaremos juntos na ceia, que deve reunir 40 pessoas. Quem não está trabalhando no comércio vai preparar os pratos. Vamos ficar até às 18h, com a esperança que o movimento seja ainda maior ao longo do dia".
TURISMO DE NATAL
Entre tantas pessoas correndo, uma família chamou a atenção ontem porque caminhava tranquila pelo Calçadão da Batista de Carvalho. Michele e Ederson Arroteia, com os filhos Ana Beatriz, 4 anos, e Leonardo, 2 anos, são de Bariri e vieram a Bauru para passear pela cidade. "A ideia é ter um Natal diferente, descansar e conhecer com calma lugares que a gente nunca tinha ido", explica a mãe.
Hospedados em um hotel, os quatro já tinham visitado os shoppings, o zoológico e pretendiam encontrar variedade e ofertas na região central. "Vamos levar presentes para os parentes. Foi um ano difícil e os lojistas estão tentando cativar a gente. É gostoso passar por aqui", finaliza Michele.
