Brasília - As economias de dois dos maiores mercados emergentes do mundo, Brasil e Rússia, ainda estão se contraindo, mas sinalizam uma trajetória de melhora, avaliou o presidente executivo da gestora Templeton Emerging Markets Group, Mark Mobius, e o diretor e chefe de investimento, Stephen Dover, ao comentarem em relatório as perspectivas para 2017.
"É provável que nos próximos anos vejamos avanços adicionais em grandes economias, como o Brasil e a Rússia. As economias destes dois países ainda estão se contraindo, mas estão em uma trajetória de melhora e podem influenciar significativamente a taxa de crescimento do grupo de emergentes se os progressos continuarem", afirmam os dois gestores.
A avaliação da Templeton é de que avanços macroeconômicos devem continuar ocorrendo em 2017 nos emergentes, o que abre oportunidades para aplicar nos mercados de ações destes países. Mas o tom é de cautela, na medida em que a mudança do conjunto de políticas nos EUA como o novo presidente Donald Trump pode provocar volatilidade no mercado financeiro mundial, ressaltam Mobius e Dover. "A vitória de Trump deve levar a muitas implicações para os mercados ao redor do mundo, incluindo os emergentes e também pode adicionar volatilidade."