Regional

Médicos e dentistas decidem parar por tempo indeterminado em Ibitinga

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Em assembleia realizada na última sexta-feira (23), cerca de 30 servidores, entre médicos e dentistas, que trabalham na rede básica de saúde de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Além de plano de carreira e reajuste nos salários, eles contestam o sistema de controle de frequência implantado pelo município.

A autarquia que gerencia a saúde em Ibitinga informou que irá fiscalizar se os funcionários estão mantendo o percentual mínimo de 30% do atendimento previsto em lei.

Os profissionais são contratados pelo Serviço Autônomo Municipal de Saúde de Ibitinga (SAMS), uma autarquia municipal, para atuarem em unidades básicas e no Programa Saúde da Família (PSF).

De acordo com a diretora superintendente do Centro de Saúde de Ibitinga, Ana Paula Reiceu, o gatilho para a paralisação dos funcionários teria sido o início do funcionamento do sistema de ponto eletrônico no dia 8 de novembro.

“Foi uma recomendação do Tribunal de Contas e do Ministério Público do Trabalho. As duas únicas categorias que questionaram essa nova maneira de fiscalização de cumprimento de carga horária foram os médicos e dentistas. As outras estão trabalhando normalmente”, diz. A diretora lamenta a decisão dos funcionários em pleno recesso do Judiciário e alega que a troca de governo impede que o atual prefeito discuta questões salariais.

Nesta segunda-feira (26), de acordo com ela, médico de unidade de saúde teria se recusado a atender uma paciente. “Pela lei que regula o movimento grevista, eles têm que garantir 30% do atendimento”, declara. Reiceu explica que a advogada do SAMS irá acompanhar a greve para que esse percentual mínimo seja mantido. “Se isso não for cumprido, a gente vai tomar as medidas cabíveis em relação à ilegalidade da greve”, revela.

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