Regional

Coletores de lixo voltam a cruzar os braços por melhores condições

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Pela segunda vez em menos de uma semana, funcionários da coleta voltaram a cruzar braços 

Funcionários que trabalham no setor de coleta de lixo da Prefeitura de Agudos (13 quilômetros de Bauru) voltaram a cruzar os braços na manhã dessa segunda-feira (26) para reivindicar melhores condições de trabalho.

Segundo os servidores, os três caminhões de lixo do município estavam quebrados. À tarde, a prefeitura informou que dois veículos já haviam sido consertados e que caminhões e funcionários de outras pastas foram remanejados para fazer o serviço e evitar prejuízos à população.

Conforme divulgado pelo JC, no último dia 20, coletores e motoristas já haviam paralisado as atividades por algumas horas pela mesma razão. Na ocasião, eles reclamaram do estado de conservação da frota municipal e alertaram para riscos de acidente. Nesta segunda-feira, quando as equipes chegaram na garagem municipal e receberam a informação de que os dois caminhões titulares e o caminhão reserva usados na coleta de lixo estavam quebrados, decidiram cruzar novamente os braços.

Os funcionários alegam que a prefeitura ofereceu como opção caminhões com carroceria e basculantes que, segundo eles, são impróprios para o serviço por não oferecerem nenhuma segurança aos coletores de lixo.

Diante da resistência dos servidores, a prefeitura remanejou funcionários braçais de outros setores para garantir que o serviço fosse realizado por esses veículos e a população não fosse prejudicada.

“Esse caminhão está sendo contaminado, pois é o mesmo caminhão que faz mudanças e é o mesmo que traz verdura dos assentamentos para ser distribuída nas escolas, hospital, asilo e outras entidades de nossa cidade”, disse um coletor em uma rede social.

OUTRO LADO

O prefeito Everton Octaviani (PMDB) confirmou a quebra dos três caminhões usados na coleta, mas aproveitou para informar que um deles foi consertado rapidamente e que o segundo estaria nas ruas até às 16h.

“O terceiro fundiu o motor. E, como estamos em fase final de exercício, a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite que deixemos despesas para o próximo mandato. Eu não posso mandar arrumar agora para que outro prefeito pague”, explica.

Ele ressalta que a coleta de lixo doméstico é realizada diariamente em toda a cidade, dividida entre os períodos da manhã e da tarde.

“A coleta não deixou e não deixará de ser feita em nenhum bairro”, garante.

“Entendemos que essa pequena movimentação por parte de alguns coletores tem fundamento político, para me prejudicar nesse final de mandato”.

Do próprio bolso

O prefeito Everton Octaviani conta que, em várias situações, teve que tirar dinheiro do próprio bolso para arcar com o conserto dos caminhões de lixo. “Há dificuldade de se empenhar materiais e empenhar serviços e, em alguns momentos, nós temos comprado peças para esses caminhões poderem operar do próprio bolso”, revela. Ele ressalta que, em 2012, adquiriu dois veículos novos para a coleta na cidade. Na ocasião, segundo o prefeito, os caminhões que estavam em circulação tinham mais de dez anos de uso.

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