A volta dos mercados norte-americanos e europeus após o feriado de Natal ajudou a impulsionar um pouco o volume da Bovespa, mas ainda assim o dia foi de giro baixo e falta de notícias relevantes.
O Ibovespa terminou com alta de 0,13%, aos 58.696,69 pontos, depois de ter oscilado entre a mínima de 58.402,38 pontos (-0,37%) e a máxima de 59.067,68 pontos ( 0,76%). O volume de negócios somou R$ 3,55 bilhões. Entre as blue chips, Petrobras (ON -0,24% e PN -0,07%) caiu mesmo com o avanço do petróleo, enquanto Vale (ON -0,50% e PN 1,23%) teve um desempenho melhor, ajudada pela valorização do minério de ferro.
Os bancos (Itaú PN -0,06% e Bradesco PN -0,97%) também fecharam no vermelho, com o setor financeiro europeu mais uma vez azedando o sentimento ao redor do mundo.
A PF realizou uma operação para verificar a capacidade de empresas subcontratas por gráficas que receberam valores da campanha de Dilma e Temer em 2014. A ação foi autorizada pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE. Estão na mira empresas que foram contratadas pela gráficas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB.
No noticiário do dia, o Banco Central informou que o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 39,141 bilhões em novembro. O resultado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, cuja mediana era de rombo de R$ 38,700 bilhões. Mesmo assim, o déficit foi o pior resultado da série histórica para meses de novembro.
dólar
O dólar comercial fechou com queda de 0,05%, cotado a R$ 3,274 na venda, perto da estabilidade, com sinais mistos no mercado. Após a definição da taxa Ptax diária, em leve alta de 0,23%, aos R$ 3,2776 no começo da tarde, o mercado operou com baixíssima liquidez, o que deixou o dólar patinando ao redor da estabilidade, ora em alta ora em queda, em boa parte da sessão vespertina.