Um dos desafios de Bauru fora do esporte competitivo é descentralizar os espaços de lazer. Ações como da ABDA, que envolve milhares de jovens, ou do handebol, são motivadas por incentivo de um (ou alguns) entusiasta, que levantam os projetos e até constroem espaços próprios, como a arena aquática que a ABDA fez na Hípica. Mas o município de Bauru ainda carece de uma política esportiva, capaz de unir ideias, projetos e traçar prioridades.
Vários espaços de lazer da cidade sofrem com o abandono, conforme o JC mostrou no último mês. Os ginásios municipais são poucos – apenas quatro – e também não estão nas melhores condições. Áreas destinadas exclusivamente ao lazer e à prática esportiva de recreação, muitas vezes anexas a praças, parques e bosques, também raramente apresentam a condição adequada para os usuários. A dificuldade da prefeitura em manter os espaços é agravada pelo vandalismo.
“Neste primeiro semestre, vamos trabalhar nas quadras esportivas abertas. Trocar traves, tabelas e aros de basquete quebrados, pintura, manutenção. É uma demanda grande que a gente percebeu na campanha. Aí no segundo semestre vamos focar os ginásios fechados”, explica o prefeito Clodoaldo Gazzetta. “Vamos nos primeiros meses mexer também na quadra e no campo de futebol do distrito de Tibiriçá também”, acrescenta.