| Quioshi Goto/JC Imagem |
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| O experiente técnico Oswaldo Altafim Jr. comanda o projeto do Anhanguera/Semel, que treina e joga no ginásio Darcy César Improta |
| Malavolta Jr. |
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| Altafim e Max intensificam busca por apoio para dar suporte aos atletas da equipe |
O vôlei masculino de Bauru quer voltar a ter protagonismo nos próximos anos. Desde 2015, o time da Anhanguera/Semel vem disputando torneios regionais e também da Associação Pró Voleibol (APV) e, em 2017, o objetivo da equipe é conseguir mais estrutura para, em longo prazo, atingir patamares mais elevados.
Com poucos recursos, a agremiação luta principalmente para ter mais estrutura de treino e jogos, até para dar suporte aos atletas. Neste primeiro momento, o foco será em atletas mais jovens. Neste ano, por exemplo, o Anhanguera/Semel terá times nas categorias sub-19 e sub-21 e ainda escolinha mista, para meninos e meninas de 7 a 17 anos. A princípio, todas as atividades, como treinos e jogos, seguirão no ginásio Darcy César Improta, no Núcleo Geisel (entre o Hospital Estadual e a Unesp).
O vôlei masculino bauruense tem à frente hoje o técnico Osvaldo Altafim Júnior, com vários anos de experiência na modalidade - ele já foi o treinador do time feminino de Bauru, por exemplo. Altafim coordena ainda outros dois polos do voleibol, na escola estadual Luiz Zuiani e no Centro do Professorado Paulista (CPP), com mais de 120 pessoas atendidas. Ele conta agora também com o apoio do ex-jogador Max Jefferson Pereira (bauruense e ex-seleção brasileira) para ajudar a captar novos patrocínios.
“A ideia é buscar mais apoio. Transporte por exemplo, para o pessoal que é de outros bairros da cidade, para que possam chegar aos treinos. O principal trabalho é de convencimento da comunidade”, explica Max. “Fora os times sub-19 e sub-21, queremos ter uma escolinha mista. Hoje, não temos ajuda nenhuma praticamente”, pontua Max.
Resultados
Mesmo com pouco apoio, o time masculino de Bauru foi o terceiro colocado na APV, na categoria sub-21, em 2016. “No ano anterior (2015), a gente jogou a APV com o adulto. Mas no momento é difícil a gente segurar atletas nessa idade, então desde 2016 estamos atuando com o sub-21. Para este ano a intenção é a mesma, jogar a APV até o sub-21, sem time adulto ainda. Mais para frente, se isso for possível, aí sim podemos pensar nisso”, confirma Altafim.
Verba
Para 2017, a equipe inscreveu projeto no Fundo Municipal de Esportes. A solicitação foi de R$ 60 mil, mas ainda não se sabe qual o valor que será disponibilizado. “Fizemos uma parceria com a ONG Periferia Legal, que já desenvolve trabalho social em outras modalidades. Mas são projetos diferentes, um do vôlei e outro do que eles já desenvolvem”, cita Max. Essa verba auxiliaria no pagamento de taxas de arbitragem, viagens e inscrição de campeonatos, por exemplo.
Altafim também lembra que o trabalho com a base é o foco. “Queremos trabalhar com os jovens, ter essa escolinha, competir com o sub-19 e sub-21, e também nos Jogos Regionais e Abertos, como a gente já vem participando nos últimos anos”, projeta o treinador. Quanto às escolinhas, a meta é já em janeiro dar início ao processo de formação do trabalho e, aos poucos, criar alguns polos em escolas públicas municipais e estaduais da cidade para fomentar e incentivar a prática da modalidade e revelar novos jogadores.
Max e Altafim também vão conversar com o novo secretário municipal de Esportes, Luis Francisco Faustini (Garrincha), para que a Semel realize melhorias no ginásio do Geisel - sobretudo com relação a goteiras, iluminação e vestiário - e também para que a prefeitura ajude na busca por recursos. “Se o secretário for com a gente nas empresas, isso abre portas. Um caminho é o incentivo fiscal, as empresas podem destinar 5% do que pagam de ISS para a prefeitura para uma modalidade esportiva. E nem todas usam isso. Então, se a prefeitura nos ajudar a abrir portas, será muito importante”, ressalta Max.

