| Aline Mendes |
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| Banda Costume Blue: Celso “Blues” Ferreira, Ricardo Marins, Marcelo Bulhões, Cristiano Araújo e Messa fazem som gratuito na noite de hoje e aproveitam para divulgar álbum gravado em Bauru |
Sem a etiqueta de banda de blues, mas com uma costura fina entre este e outros gêneros musicais, a banda Costume Blue faz show nesta quarta-feira (4), às 21h, na área de convivência do Sesc Bauru. A entrada é gratuita. Além da sonoridade própria, Marcelo Bulhões (vocal, guitarra base, harmônica e violão), Celso “Blues” Ferreira (baixo), Cristiano Araújo (bateria), Ricardo Marins (teclado) e Messa (guitarra) apresentam clássicos do blues.
A cantora Isabela Pepe sobe ao palco hoje para interpretar, entre outras canções, “Risca de giz”, feita pela Costume Blue especialmente para a voz dela.
O evento divulga o primeiro CD, que leva o nome da banda, gravado em 2016 no Studio G3, em Bauru, e masterizado no Mosh, de São Paulo, por Walter Lima. A mixagem é assinada por Adilson Soares, que trabalha com grandes nomes da música brasileira.
O resultado é um som límpido, que o público terá uma oportunidade rara de conferir ao vivo. “O grupo existe primeiro pelas composições, depois gravamos o álbum, fizemos três clipes e agora o show, que dá uma pausa no trabalho em estúdio para o segundo CD. Algumas canções do próximo disco já estão no repertório”, conta Marcelo.
Ainda que sem turnê por bares e pubs, a Costume Blue tem ido longe. O clipe de “Focos de luz”, por exemplo, tem mais de 24 mil visualizações no YouTube. O próximo deve ser lançado ainda esse mês.
E até nas versões a banda tem roupagem bem original. “Vamos tocar ‘Juazeiro’, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, o que chamamos de baião-blues. Também ‘Bom dia tristeza’, letra de Vinícius de Moraes e música de Adoniram Barbosa, do final dos anos 50. E com ‘Lobo mau’, sucesso na Jovem Guarda, a gente mostra que mesmo o rock mais ingênuo tem o blues, considerado o pai dos gêneros norte-americanos”, antecipa o vocalista e compositor.
CUSTOMIZAR
Com um nome familiar para o mundo da moda (costume é o terno sem colete), a banda aplica outro termo comum quando se fala de roupa à música que produz: customizar. Isso porque dá cara própria ao blues e o combina ao rock, ao pop e à canção brasileira. Assim como o traje, o som é elegante sem excesso de formalidades. “O blues é o ponto com o qual os outros gêneros dialogam. E a customização está no conceito do álbum, porque não queremos fazer a reprodução do blues americano, mas um tecido formado por vários fios, da MPB ao rock”, explica Marcelo.
A mistura está também nas influências que cada músico trouxe ao grupo, que vai da formação clássica ao rock pesado, e na origem deles: Marcelo é alagoano e se divide entre Bauru e a capital paulista, Messa nasceu em Sergipe e vive em Bauru há muitos anos, Ricardo veio de Ribeirão Preto, Cristiano de Pederneiras e só Celso é nascido e criado aqui.
Assim, a banda que nasceu na Sem Limites, oficialmente há dois anos, sem exclusividade com o blues nem amarras territoriais, faz música brasileira da melhor qualidade para todo mundo “vestir” à vontade.
O CD está à venda em lojas físicas e pela internet; hoje no Sesc, tem valor especial de R$ 10,00. Para experimentar antes e depois do show, acesse https://www.costumeblue.com.
SERVIÇO
Show com Costume Blue: hoje, 04/01, às 21h, na Área de Convivência do Sesc Bauru (av. Aureliano Cardia, 6-71). Entrada gratuita.
