Tribuna do Leitor

Desacelerar velocidade reduz acidentes de trânsito

Fabrício Carlos Genaro
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil é o 4º país na América com mais mortes no trânsito apresentando uma taxa de 23,4 mortes para cada 100 mil habitantes. As estimativas são da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgadas em maio de 2016. Já o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), relata que o Brasil perde por ano cerca de R$ 40 bilhões com acidentes de trânsito e entre os componentes dos custos estão: perda da produção, danos aos veículos, custos hospitalares, entre outros. O relatório da pesquisa foi publicado em setembro de 2015. O impacto bilionário afeta, principalmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Previdência Social.


Dona da maior frota de veículos do país - acima de 8 milhões de unidades - a cidade de São Paulo tem também o maior número de acidentes de trânsito com mortes e, para minimizar as trágicas estatísticas, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu reduzir a velocidade em 100 kms de vias com maior incidência de acidentes fatais. Nas marginais Tietê e Pinheiros, por exemplo, campeãs em acidentes, a velocidade máxima passou de 90km/h para 70km/h. Apesar de muitas criticas, inclusive com a OAB da capital paulista ingressando  uma ação na Justiça contra a prefeitura, as mudanças tiverem impacto positivo, pois contribuíram para uma queda de 38,7% nos acidentes com vítimas.


A propósito, a redução de velocidade é uma tendência global e até mesmo a ONU recomenda velocidade máxima de 50 km/h em áreas urbanas e, na contramão de tudo isso, o prefeito eleito João Dória (PSDB), cujo slogan de campanha foi ‘Acelera SP’, já anunciou que irá aumentar os limites de velocidade.


Esses dados nos revelam uma briga crescente e constante por espaços nas vias da cidade o que torna ainda mais importante e necessário o investimento maciço em transporte público. E por falar em transporte, o prefeito tucano João Dória afirmou há pouco menos de 2 meses que não iria permitir o aumento da tarifa de transporte público. Mas, no ritmo do seu slogam, decidiu aumentá-la bem acima da inflação. O preço do bilhete integrado ônibus-trem-metrô sofreu reajuste de 14,8% que passa a valer a partir de 8 de janeiro e atingirá aproximadamente 4,9 milhões de passageiros. Dircurso de gestor, prática de gestor, feliz Ano Velho.

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