| Malavolta Jr. |
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| Maria Eduarda, de 3 anos, com a mãe Karla Senger Pinto de Moura e a avó Vera Ligia Senger |
Chegou o início do ano e é a hora da preparação para o período letivo. Consequentemente, é o momento dos gastos com material escolar. Com o orçamento apertado por causa da temporada pós-festas e da crise econômica, as famílias precisam concentrar esforço extra para economizar, mas não deixar nada da lista escolar de lado. É preciso que os pais façam a “lição de casa”
A Fundação Procon-SP pede atenção dos consumidores justamente por conta da variação de preços, que pode até ultrapassar o dobro do valor de uma loja para outra.
Na Capital, por exemplo, uma pesquisa feita pelo Procon no final de dezembro apontou que o preço de um simples lápis preto variava de R$ 0,35 a R$ 1,95 em duas lojas. Ou seja, uma variação de até 457% no valor do mesmo item.
Para economizar, além de atenção e da pesquisa antecipada, algumas medidas podem ser adotadas pelas famílias para minimizar os efeitos dos gastos com material escolar. O JC separou um quadro com oito dicas dadas por um educador financeiro.
ABATIMENTO
Consciência que a autônoma Thaís Nogueira Peres, de 34 anos, teve ao pesquisar alguns itens da lista de material escolar do seu filho, Arthur Peres, de 8 anos, antes de ir às compras.
“Aqui na loja, a caixa de lápis de cor custa R$57,00. Em um site, encontrei por R$ 43,00. Para não perder a compra, eles (loja) acabaram cobrindo a oferta no caixa”, observa a dona de casa com o caçula Davi, de um ano, no colo.
Diferença de preço que ela abateu na vontade do filho, Arthur, que iniciará a 3.ª série neste ano, em comprar outros itens.
“É mochila, é estojo... tudo ele quis novo”, comenta Thaís. “Mesmo pesquisando antes, gastei R$ 100,00 a mais que o previsto. Mas foi um dinheiro bem gasto, ajudará a incentivá-lo nos estudos”, acrescenta.
A pequena Maria Eduarda Senger, de 3 anos, também acompanhou a mãe na papelaria. Ela ajudou a escolher cada item de sua lista escolar. “Mas, desta vez, compraremos só o básico. A bolsa, a mochila, a lancheira e o estojo iremos reaproveitar do ano passado”, observa Karla Senger, 30 anos, fisioterapeuta.
SEM PERSONAGENS
O movimento de consumidores costuma aumentar até 100% nesta época do ano nas papelarias, principalmente na semana que antecede o início das aulas. Gerente de uma papelaria na região do Altos da Cidade, Nilo Sérgio Alves Júnior diz que o perfil de compra dos consumidores mudou nos últimos meses, influenciado, provavelmente, pela crise.
“Antes, os pais costumavam comprar conjuntos de personagens com bolsa, mochila, estojo, cadernos combinando. Agora, eles estão selecionando alguns itens apenas. Estão optando por produtos sem personagens, que não necessitam de licença de imagem e, consequentemente, são mais baratos”, pontua.
Outra técnica utilizada por alguns pais e que foi presenciada por ele ocorreu antes do Natal. “Teve pai que veio com a lista aqui e comprou o que o filho queria, mas negociou e abateu no valor do presente de Natal”, finaliza.
Subiu 12,97%
Entre 2016 e 2017, os preços dos materiais escolares registraram acréscimo de 12,97%, ainda segundo a pesquisa feita pela Fundação Procon na Capital. Ao todo, foram comparados preços de 168 produtos em 10 diferentes estabelecimentos.
O Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-SP) da Fipe, referente ao período, registrou uma variação de 6,65%.
8 dicas para economizar:
1 - Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;
2 - Antes ir às compras, selecione tudo o que pode ser usado novamente neste ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;
3 - No caso dos livros, procure pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível;
4 - Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;
5 - A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;
6 - Não compre necessariamente todos os itens na mesma loja. Se o fizer, peça descontos;
7 - No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de gastar mais do que o planejado;
8 - O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2017 por vários meses.
Fonte: Reinaldo Domingos, doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
