| Fotos: Malavolta Jr. |
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| Cratera na esquina da avenida Cruzeiro do Sul com a rua Piauí, na região do Higienópolis |
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| Novo secretário de Obras, Olivatto reitera atenção à disponibilidade orçamentária |
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| Ponderando o risco dae adversidades, Fabris busca tapar buracos do DAE em até 24h |
Para isso, o prefeito encomendou ao presidente do DAE, Eric Fabris, e ao secretário de Obras, Ricardo Olivatto, um estudo para ser elaborado em curto prazo que aponte a demanda média de serviços e o tempo de resposta da administração para os chamados.
A partir do diagnóstico, a proposta de Gazzetta é definir um prazo máximo que seja factível, mas inferior ao praticado atualmente.
Enquanto o projeto não avança, a equipe do novo governo tenta melhorar a integração dos setores da administração, com troca de fotos e relatos sobre buracos em um grupo de WhatsApp.
Olivatto fala em adotar metodologias de trabalho semelhantes às executadas na iniciativa privada, o que implica no respeito às limitações orçamentárias para a execução dos serviços.
O orçamento da prefeitura aprovado para 2017 não altera substancialmente os valores destinados ao tapa-buraco, que foram insuficientes ao longo do ano passado.
Nos últimos meses, a Secretaria de Obras dependeu de liberação de recursos extras, a “conta gotas”, para que os trabalhos não fossem interrompidos.
REORGANIZAÇÃO
A expectativa, porém, é de que, em 2017, a pasta não tenha que ceder massa asfáltica produzida em sua usina para que o DAE tape os buracos abertos para viabilizar reparos nas redes de água e esgoto.
“É como se a gente fosse a um restaurante e pagasse a conta da mesa do lado”, definiu o novo secretário de Obras.
Durante os dois primeiros quadrimestres do ano passado, contudo, essa foi uma prática comum, segundo Sidnei Rodrigues, que respondia pela pasta até o dia 31 de dezembro.
O DAE passou a comprar o asfalto junto à iniciativa privada, ao menos de forma contínua e efetiva, nos últimos quatro meses do ano passado.
META PESSOAL
Gazzetta é mais cauteloso ao comentar a divisão das obrigações, mas a proposta defendida por Olivatto é endossada por Eric Fabris, presidente da autarquia.
“O DAE tem equipes de manutenção: são quatro por regional e quatro caminhões de reposição de asfalto. O DAE tem sua própria de licitação para aquisição de massa”, diz o presidente.
Ele conta que, há quatro meses, a autarquia enfrentava fila de 700 buracos abertos simultaneamente e levava, em média, uma semana para fechar cada um deles. Hoje, esse número é de 225.
“Nos últimos quatro meses, houve uma melhora. Conseguimos resolver em dois dias, mas o ritmo ainda não é bom. Quero trabalhar com o prazo de 24 horas. Sei que é possível porque já fiz isso [quando foi presidente do DAE na gestão Tidei de Lima]”.
Sem recape, problema aumenta
A última estimativa da Prefeitura de Bauru apontou que cerca de 6 mil quadras da cidade - quase um terço das 19 mil contabilizadas - precisam de recape em função do asfalto de mais de 20 anos.
Não há qualquer previsão de recursos direcionados para esse tipo de serviço no orçamento deste ano. A gestão anterior estimou que, para zerar o problema, seriam necessários R$ 150 milhões, valor superior ao custo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), maior obra de saneamento em execução do estado de São Paulo.
Sem o recape e com o asfalto “vencido”, a tendência é de que as crateras surjam no asfalto cada vez com maior frequência.
No meio do ano passado, a prefeitura admitiu que a quantidade de buracos nas vias públicas já se equiparava à observada nos períodos mais críticos do último governo Tuga Angerami.


