Natal e Virada do Ano para grande maioria da população capitalista são sinônimos de esbanjar presentes, ingerir comilanças sem critérios, se embebedar sem limites, festejar, gritar, etc... e neste contexto é que entra o Vale do Igapó. Nosso bairro foi invadido no período de fim de ano (além de outros feriados) por pessoas externas (denominadas por nós como invasores ou Ets) que têm a intenção de locar chácara/casa para saciar sua diversão... e quem loca tem apenas um objetivo - o lucro e o luxo, caracterizando assim um grande negócio para proprietários do Vale, apresentando-se como pequenos e médios empreendedores ilegais.
Esses invasores possuem comportamentos sociais diversos dos moradores, começando pelo trânsito... invasores correm com seus carros e motos, aceleram, atropelam como se estivesse na avenida Rodrigues Alves ou Duque de Caxias... os moradores, não.
Na chácara locada, os invasores não estão preocupados se a Dona Maria ou sr. José são vizinhos ou trabalhadores, ou aposentados, não estão preocupados com o volume do som, nem se o morador gosta de funk, nem tampouco com horários...
Afinal os invasores querem é diversão. E os proprietários desses empreendimentos ilegais, lucram e lucram a cada dia, será que eles estão preocupados com a Dona Maria ou sr. José são vizinhos ou trabalhadores ou aposentados... lógico que não... o que eles querem é somente a grana...o dinheiro!!!
Do ponto de vista legal, nenhum desses empreendimentos possui alvará da prefeitura; não possui alvará de bombeiro, não respeita decibéis estabelecidos pela normatização vigente, não respeita cláusulas contratuais originais do Vale do Igapó, ao qual proíbe claramente este tipo de negócio (locação).
Enfim... até quando nesta guerra o capitalismo prevalecerá sobre a qualidade de vida dos moradores? Estamos cansados de tanta invasão e destruição, estamos cansados do som alto atá alta horas da madrugada, estamos cansados dos “funks nas alturas” até 5h da madrugada, estamos cansados da quantidade absurda de lixo que essas chácaras/casas produzem e acaba jogada nas lixeiras sem qualquer separação e/ou coleta seletiva.
Estamos cansados do desperdício de água que esses empreendimentos proporcionam, estamos cansados de perder essa guerra e nenhuma autoridade ajudar nosso bairro. Infelizmente o que nos resta é chamar a PM (190) e ingressar com ações judiciais civis e criminais... apenas isso!!!
Aproveitamos para parabenizar a associação do bairro que realizou, meses atrás, uma reunião específica que tratou do tema “Locação”; essa nova gestão está empenhada em combater este câncer do Vale do Igapó e que muito destrói nossa qualidade de vida.
Esta reunião estabeleceu ideias para denunciar as chácaras/casas que promovem festas/ funk com alto consumo de bebida alcoólica e drogas e exploração de menores. Estabeleceu critérios e diretrizes para impor regras nas locações e articular todos esses problemas com o Ministério Público e Defensoria Pública de Bauru, Pederneiras e Agudos.
Esta evolução nas articulações se mostra excelente e vem ao encontro dos interesses do moradores; com isso, somente um bairro unido juntamente com a associação e com propósitos de melhorar nossa moradia é que venceremos.
A guerra é constante e devemos sempre permanecer fortes, afinal, o Vale é dos moradores e nunca será dos empreendedores.