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| Toyota Concept-i vem muito mais como um companheiro do que como um meio de transporte e design arrojado que abusa de vidros |
O robô “companion” (companheiro), com movimentos humanos e habilidades de comunicação, e a evolução dos automóveis estão no centro das discussões da Consumer Electronics Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, que começou no último dia 5 e vai até hoje, em Las Vegas, nos Estados Unidos. A feira serve como um termômetro das novidades do mundo da tecnologia e tem a presença de grandes empresas, como Samsung, LG, Intel e Sony.
Em 2017, a feira dá continuidade ao que foi visto no ano passado, com novidades nas áreas de televisores, casas conectadas, dispositivos vestíveis, celulares e Pcs. Outra questão que marca as discussões deste ano na CES é a de redes 5G - padrão de conectividade móvel que deve substituir o 4G em alguns anos.
Mais rápido e com menor consumo de energia, o 5G é considerado por especialistas do setor como uma tecnologia vital para o desenvolvimento de áreas como Internet das Coisas e casas conectadas. A tecnologia do 5G também será um dos principais temas da apresentação de Steven Mollenkopf, presidente-executivo da Qualcomm, que deu uma das palestras principais da CES neste ano.
Mesmo sem ter uma apresentação oficial ou estande na CES, a Amazon é um dos grandes destaques do evento, graças ao Amazon Echo, sua central de casa conectada que vendeu cerca de 5 milhões de unidades em 2016. A expectativa de analistas é que inúmeros fabricantes estejam prontos para anunciar produtos integrados ao sistema da Amazon.
Além de ser um grande espaço para empresas e startups norte-americanas, a CES tem se tornado cada vez mais um local de exibição para empresas chinesas. Segundo dados da CTA, organização que cuida da feira, em 2017 há mais de 1,3 mil empresas chinesas no evento - entre elas estreantes como o Baidu.
Projeto é baseado em inteligência artificial
A Panasonic Corporation da América do Norte anunciou que desenvolveu um robô “companion” (companheiro) com movimentos humanos e habilidades de comunicação. O robô, desenvolvido como uma validação de conceito, está no estande da Panasonic, na CES 2017, em Las Vegas.
“Este projeto de teste baseia-se nas inovações em robótica da Panasonic, incluindo soluções de bateria e energia, visão e sentido, soluções de navegação e controle de movimento em um novo design atraente. Este é o último esforço da Panasonic para demonstrar os serviços de rede em um pacote amigável, e estamos mostrando este robô na CES como uma forma de obter feedback sobre suas características e funções”, disse Takahiro Iijima, diretor do escritório de estratégia de design da Panasonic da América do Norte.
O robô está equipado com uma função de rede Wi-Fi que acessa a tecnologia de processamento de linguagem natural baseada em inteligência artificial. Isso permite que ele se comunique de forma clara e amigável. O robô é capaz de acessar e usar dados na nuvem e se comunicar com esses em outros locais. O “Companion” tem um revestimento que se parece com uma casca de ovo, que ele pode abrir para mostrar um projetor embutido. A voz de criança do robô aumenta o realismo. Sua voz e projetor embutido trabalham juntos para fornecer uma comunicação natural.
Veículo a bateria com autonomia de 700 km começa a tornar realidade
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| Carro eletrico com sistema de direção autônoma chama atenção |
Carros com sistemas de direção autônoma, que começam a se tornar realidade, além dos elétricos, chamaram a atenção da imprensa internacional nos eventos realizados antes da abertura da feira em Las Vegas.
Um dos anúncios que gerou maior ansiedade foi o da startup chinesa Faraday Future. A empresa, que não tem nenhum carro em produção até o momento, apresentou o FF 91, um carro com design ousado, autonomia de 700 quilômetros com uma única recarga na bateria e capaz de viajar a uma velocidade superior a de uma Ferrari. O maior destaque do evento, porém, foi a revelação de seu sistema de condução sem motorista que procura, sozinho, a vaga de estacionamento. Ele é capaz de fazer a manobra e se desligar sozinho, sem intervenção do motorista.
“O carro conta com sensores na lataria que identificam espaços vagos no estacionamento. Quando a pessoa fala para ele estacionar, o FF 91 sai em busca destes lugares que ele identificou”, afirmou o vice-presidente de engenharia da companhia, Nick Sampson. “Queremos criar uma nova categoria de carros para que as pessoas consigam fazer outras coisas no veículo além de dirigir. Este deve ser o futuro do automobilismo. Conforto com carros totalmente autônomos.”
Apesar de apostar que os carros autônomos são o futuro, a tecnologia ainda não é uma realidade para a Faraday Future. O FF 91 é apenas parcialmente autônomo: ele consegue dirigir sozinho em rodovias, como os modelos da fabricante norte-americana Tesla. Em ruas menos movimentadas e mais estreitas, ainda é necessária a intervenção humana.
A empresa tentou demonstrar o sistema autônomo ao vivo ao longo da apresentação, que foi transmitida pela Internet, mas não deu certo. O fundador e presidente executivo, Yt Jia, disse alguns comandos de voz para o carro, como pedir que ele estacionasse sozinho, mas o carro não respondeu.
Um pouco envergonhado, ele encerrou a apresentação sem anunciar o preço do veículo. Segundo a empresa, apenas para reservar uma unidade por meio do site da empresa, é preciso pagar US$ 5 mil.

