Em reunião prévia com dirigentes de todos os continentes nesse domingo (8), em Zurique (Suíça), a Fifa decidiu que a Copa do Mundo terá 48 seleções, e não mais 32, a partir da edição de 2026.
O acordo de domingo (8) foi informal e será oficializado nesta segunda-feira (9), também em Zurique. Com o novo modelo, a estimativa é que a Fifa tenha sua renda elevada ao valor recorde de US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 21 milhões) com a realização da Copa do Mundo.
Ainda não foi definido como será feita a divisão das 16 novas vagas entre as federações continentais. Uma possibilidade é que a América do Sul, que tem apenas dez seleções, fique com até sete vagas para a Copa.
Apesar do inchaço do torneio, que passará a ter 80 jogos em vez dos atuais 64, a ideia da Fifa é realizar a Copa com a mesma duração atual (32 dias). Além disso, uma seleção que chegar à final disputaria sete jogos, assim como no modelo de 32 times.
A expansão da Copa para 48 seleções já foi criticada por personalidades do futebol como Pep Guardiola, técnico do Manchester City, e Joachim Löw, treinador da Alemanha. Uma das preocupações é que o torneio tenha uma queda de nível técnico com a entrada de mais equipes.
Unificação na América
A provável ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções começa a causar um terremoto em todo o futebol internacional. Temendo uma queda dramática no interesse pelas Eliminatórias Sul-Americanas, a Fifa estuda a possibilidade de unir o torneio com as Eliminatórias da Concacaf, formada por países das Américas Central e do Norte e do Caribe. Mas o impacto seria mundial.
Na América do Sul, a previsão é de que a região ganharia sete vagas. Mas com apenas dez seleções no continente, o risco é de que as Eliminatórias perdessem o interesse de patrocinadores, da audiência e das TVs. Na prática, apenas três seleções não se classificariam para a Copa do Mundo.
Com essa receita ameaçada, uma das opções avaliadas pela Fifa é a de unir as Eliminatórias da Conmebol com as da Concacaf. Assim, de 46 países, 14 se qualificariam. A taxa seria parecida com o que ocorre hoje na Europa, onde 53 seleções lutam por 13 vagas.
O Brasil, portanto, teria de viajar por todo o continente e a luta por um lugar na Copa voltaria a ser atraente, principalmente com TVs de vários países investindo em receber o time brasileiro, Argentina, Chile, Uruguai e outras seleções com tradição.