Logo pela manhã, final de férias, fui lá fora ter com as ervas daninhas, que no máximo em duas semanas, depois de arrancadas, verdinhas abundam (nos vãos) da calçada da rua.
Todas as vezes sinto mesmo é vontade de ficar no sofá vendo TV, lendo algum livro ou mesmo no computador, porém, sei que se eu não for, elas não sairão de lá, e só tendem a crescer.
Casa de esquina, metragem dobrada, e lá me pus de joelhos, ao árduo trabalho, quando em vez passa um e dá um palpite, ou simplesmente uma força moral, já é alguma coisa.
Mas na maioria das duas ou três horas ali, ponho-me a pensar nas coisas, nos problemas e suas possíveis soluções, para cada um deles.
Penso todas as vezes o porquê das ervas daninhas terem tanta facilidade para florir, bem diferente do trigo ou de qualquer outro alimento plantado.
Voltemos, então, ao princípio das coisas ruins: tem muito mais facilidade para acontecerem porque nós mesmos, como gente que somos, estamos sempre tentados ao mais fácil, ao mais prazeroso.
Me lembrei do show que vi dia desses sem sono, dos velhos Rolling Stones, na Cuba de Fidel morto, Havana, e entre as canções que me chamaram atenção foi a sempre bela “Angie”; em contraponto ouvi “Sympathy for the Devil”, onde “Lúcifer” conta suas vitórias, na história da humanidade, dizendo que fez Pilatos lavar as mãos, mediante a vida de Jesus Cristo.
Na Blitzrieg (guerra relâmpago) do exército alemão, foi general, provavelmente, o próprio Furher.
Nos refrões da música, deixa claro que seu jogo é feito basicamente pela sedução, onde o ser humano é sempre pego nas armadilhas do tinhoso.
Bem, mas isso é só uma canção, não temos muito a nos preocuparmos, relaxemos e deixemos as ervas daninhas florescerem. Ou não?!