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| Servidores do SAAE e membro do Comitê da Bacia do Rio Lençóis rebaixaram o nível do Lago da Prata |
Às vésperas do “aniversário” de um ano da enchente histórica que levou Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) a decretar estado de calamidade pública, o prefeito Anderson Prado (Rede) anunciou um pacote emergencial de medidas para amenizar os efeitos da chuva e evitar que o município volte a sofrer com inundações.
As reuniões entre Prado e representantes dos setores público e privado começaram no dia 2. Por orientação do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL), ele autorizou instalação de pluviômetros nas microbacias do rio, solicitou o rebaixamento de duas represas na região e alterou a composição da Defesa Civil do município.
“Não podemos permitir que o que aconteceu em janeiro de 2016 se repita. No entanto, a solução definitiva depende de obras que, obviamente, não tivemos tempo de fazer. O que procurei fazer desde meu primeiro dia de governo foi buscar soluções para amenizar os danos, se vierem a acontecer, e, principalmente, alertar a população sobre uma possível enchente”, explica.
Por meio de equipes do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), o prefeito ofereceu apoio técnico e logístico para que Estações de Medições Pluviométricas (EMPs) fossem instaladas em dez propriedades rurais ao longo da bacia do Rio Lençóis. O sistema está monitorando o volume de chuva em pontos específicos de Agudos, Borebi e Lençóis Paulista.
NÚMEROS
Segundo dados coletados pelas EMPs, entre segunda (9) e terça-feira (10), choveu 55 milímetros na nascente do Rio Lençóis, em Agudos; 63 na Serrinha; 71,5 no Ribeirão da Anta, em Borebi; e 44 no Faxinal, em Lençóis Paulista. O maior volume ocorreu na região do Ribeirão da Prata, onde foram registrados 81 milímetros de média em dois pontos.
De acordo com o CGBH-RL, a coleta de dados vai permitir cruzar as informações consolidadas de chuva com dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) de Bauru. O objetivo é que o sistema informe com antecedência mínima de 6 horas sobre a possibilidade de enchente para que a Defesa Civil possa iniciar o procedimento de evacuação nas áreas de risco.
RESERVATÓRIOS
Nesta semana, o município também iniciou o rebaixamento do nível de dois reservatórios - a represa do Castelhano, na Usina Barra Grande, e o Lago da Prata, que baixou 40 centímetros e ajudou a absorver parte da chuva que atingiu a região. Com a manobra, esses locais irão funcionar como “piscinões” em caso de chuva intensa, minimizando riscos de inundação.
Enchente histórica
A pior enchente da história de Lençóis Paulista ocorreu em 12 de janeiro de 2016. O grande volume de chuva e o rompimento de represas na região fizeram com que o Ribeirão da Prata e o Rio Lençóis transbordassem. Cerca de 250 imóveis ficaram embaixo d’água. Além de 100 desabrigados, a cidade contabilizou 800 desalojados.
A prefeitura decretou estado de emergência e MP instaurou inquérito para apurar o caso. Comissão Especial de Inquérito (CEI) apontou que a Defesa Civil teria agido com negligência.
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| Órgão Central da Comissão Civil se reuniu com o prefeito para discutir ações de prevenção a enchentes |
Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil é criado por Prado
Nesta quarta-feira (11), como parte do processo de reestruturação da Defesa Civil em Lençóis Paulista, o prefeito Anderson Prado (Rede) publica um decreto criando o Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, que pretende envolver agentes públicos, empresas e sociedade civil nas discussões visando à prevenção de desastres naturais na cidade.
Esse sistema será formado por três órgãos: I) Órgão Central, composto por seis membros indicados pelo prefeito e subordinados diretamente a ele; II) Órgão Setorial, composto por servidores de todas as áreas da prefeitura que podem dar apoio técnico e humano em caso de necessidade; III) Órgão de Apoio, composto por membros da sociedade civil, como empresas, associações e clubes de serviços.
Para presidir o novo órgão, Prado convidou o comandante da 5ª Companhia da Polícia Militar (PM) de Lençóis Paulista, capitão Juliano Xavier.
Segundo o prefeito, as equipes da PM e dos bombeiros são as mais capacitadas para atuarem em caso de evacuações emergenciais. “Eles fizeram trabalho primoroso na última enchente e tenho certeza que são as pessoas mais capacitadas para comandar esse trabalho”, afirma o prefeito.

