| Cristiano Alves/Agência 14 News |
![]() |
| Irmã Zélia alega que “agiu sem nenhuma maldade” e sem “nenhum pensamento ruim no coração” |
Em entrevista concedida na manhã dessa quinta-feira (12) à Rádio Municipalista e ao site de notícias Agência 14 News, a pastora de uma igreja evangélica de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) que foi gravada destruindo imagem de santa católica com martelo pediu desculpas apenas pela divulgação do vídeo e disse que não teve a intenção de “ofender o Brasil”.
A pastora, conhecida como irmã Zélia, contou que fazia oração para uma mulher e que agiu sem “nenhuma maldade” e sem “nenhum pensamento ruim no coração”. “Em nome de Jesus, eu peço perdão e desculpa pelo vídeo... pelo vídeo... Porque sou seguidora da palavra e, como seguidora da palavra, eu tenho que honrar a palavra do meu Deus”, declarou.
Ela afirmou, ainda, que não estava ali para criticar as religiões, que não foi a autora do vídeo e que não queria que as imagens do ritual religioso “vazassem”. Durante a entrevista, a pastora também citou passagem bíblica que falaria sobre proibição das imagens religiosas. “Se eu sou seguidora de Deus vivo, eu tenho que pregar o Deus que é vivo”, argumentou.
Conforme divulgado pelo JC, o vídeo onde a pastora aparece quebrando imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida com martelo foi postado em uma rede social na terça-feira (10) e acabou viralizando na Internet. O ato da pastora foi alvo de duras críticas. Grande parte das mensagens condenando a prática dela vieram de membros da comunidade evangélica.
Um dia depois, o Conselho de Pastores de Botucatu divulgou nota dizendo que não apoia qualquer prática de intolerância religiosa e pedindo perdão aos católicos que se sentiram ofendidos. “Seguimos em pregar as boas novas de Jesus Cristo, o Salvador, de acordo com as sagradas escrituras, preservando acima de tudo o amor e o respeito ao próximo”, pontuou.
Em nome da Arquidiocese Sant’Ana, que representa comunidade católica na região, o padre Emerson Rogério Anizi, Pároco da Catedral Metropolitana de Botucatu, disse que o ato da pastora causou surpresa em razão do bom relacionamento entre as duas religiões na cidade e pediu para que as pessoas que se sentiram ofendidas não “rebatam o mal com o mal”.
Ele ressaltou que o caso, apesar de “desrespeitoso”, foi isolado. “Eu creio que essa pastora, esse grupo de obreiros, fazem parte de uma denominação fundamentalista da igreja evangélica e, de uma maneira grotesca, apresentam uma falta de respeito, mas que não é a visão das denominações evangélicas daqui”, afirma.
Veja vídeo:
