| SindusCon/Divulgação |
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| Na área da diretoria regional do SindusCon-SP, apenas Bauru e Avaré tiveram nível positivo |
Mais um indicador em Bauru demonstra que a economia, mesmo que de maneira lenta, está dando os primeiros sinais de recuperação. De acordo com pesquisa realizada pelo SindusCon-SP em parceria com a FVG-SP, durante cinco meses consecutivos a construção civil em Bauru registrou saldo positivo no nível de emprego.
Entre julho e novembro de 2016, a cidade criou 1.058 novos postos de trabalho com carteira assinada. Para se ter uma ideia, no mesmo período do ano passado, foram fechadas 405 vagas. O momento, contudo, ainda não é plenamente confortável, já que, no acumulado de 12 meses, o saldo ainda é negativo, com extinção de 277 postos.
Nas principais cidades abrangidas pela diretoria regional do SindusCon-SP, apenas Bauru e Avaré tiveram nível positivo de emprego em novembro. As demais - Botucatu, Jaú, Lins e Marília - tiveram mais postos de trabalho encerrados. Somente em Marília, foram 534 vagas fechadas em 12 meses.
Diretor regional do SindusCon-SP em Bauru, Ricardo Aragão avalia que, depois de um período de poucos lançamentos de novos empreendimentos, obras voltaram a ser executadas na cidade, que ainda possui déficit habitacional em praticamente todas as faixas de renda. De acordo com ele, a guinada no volume de contratações foi impulsionada, também, depois que as análises dos projetos de construção ganharam mais agilidade dentro da prefeitura.
“Em 2014 e 2015, muitos projetos esbarraram na burocracia. A partir do meio do ano passado, a liberação [dos projetos] começou a ser mais rápida, o que está repercutido agora. Com novas obras sendo iniciadas, as empresas voltaram a contratar”, frisa.
EXPECTATIVAS
Aragão projeta que, em dezembro passado, mês que ainda não foi tabulado pelo SindusCon-SP, a perspectiva é de estabilidade no nível de emprego, já que, habitualmente, há queda no volume de postos de trabalho com a chegada do final de ano. “É um fator cultural. Muitos trabalhadores são de fora e, nesta época, querem voltar para suas cidades de origem. Então, tiram férias ou pedem demissão. Até por ser um período de pouca produção, também não tem sido um problema para as empresas”, detalha.
Para 2017, o diretor do SindusCon-SP em Bauru diz que o nível de emprego também deverá se manter estável até o meio do ano, sem perdas ou saltos significativos, com possível retomada apenas a partir do segundo semestre. Além de uma eventual recuperação da economia como um todo, o otimismo do setor também está vinculado aos compromissos assumidos pelo atual prefeito, Clodoaldo Gazzetta, para “destravar” a cidade.
Entre as promessas do chefe do Executivo durante a campanha eleitoral, estão a revisão do Plano Diretor, a discussão sobre a liberação de áreas de preservação ambiental (APAs) para a construção de empreendimentos residenciais mediante contratação de planos de manejo e a revisão de procedimentos para acelerar a análise de projetos de novas construções. “Estamos confiantes. Se o que foi dito for cumprido, a perspectiva para a cidade é boa e haverá condições para que o nível de emprego volte a crescer”, completa Aragão.
