Regional

Servidora suspeita de desvio tem prisão decretada em Santa Cruz

Lilian Grasiela e Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Repórter na Rua
Renato Mardegan intimou a servidora para prestar depoimento  
Advogado Antonio Godoy Maruca pediu a revogação da prisão preventiva da servidora
Reprodução Facebook
Servidora Sueli Feitosa teve a prisão preventiva decretada em 31 de dezembro e é considerada foragida pela Justiça

A servidora pública Sueli de Fátima Feitosa, suspeita de desviar R$ 3,5 milhões dos cofres da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) durante vários anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil. O advogado dela informou que já entrou com pedido de revogação da prisão e que irá analisar o inquérito antes de comentar as acusações contra sua cliente.

Segundo o delegado Renato Mardegan, responsável pelas investigações, o pedido de prisão preventiva de Sueli foi feito no último dia 30 e deferido no dia seguinte, mas o fato era mantido em sigilo porque ela foi intimada para prestar depoimento e havia a expectativa de que ela se apresentasse na delegacia na última quarta-feira (11), o que não ocorreu.

Ele conta que a Justiça concordou com seu pedido por entender que estão presentes nesse caso requisitos exigidos para a decretação da preventiva. “Ela não se encontra no distrito da culpa e tem possibilidade de coagir ou constranger uma testemunha porque demonstrava ter um certo poder sobre os funcionários subordinados do setor onde ela trabalhava”, diz.

O advogado de Sueli, Antônio Godoy Maruca, revelou que teve acesso apenas ontem ao inquérito e que pediu a revogação da prisão preventiva de sua cliente. “Ela vai se apresentar, mas nós estamos aguardando a decisão da juíza”, explica. “Vamos analisar as acusações e os documentos que a polícia juntou e fazer a defesa para justificar toda essa situação”.

DESVIO

Conforme divulgado pelo JC, a servidora suspeita de desviar cerca de R$ 3,5 milhões dos cofres da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo ocupa cargo efetivo de oficial administrativa e, desde 1999, exercia a função comissionada de diretora do Departamento de Tesouraria.

Assim que as irregularidades foram descobertas pelo prefeito Otacílio Parras Assis (PSB), em dezembro do ano passado, Sueli foi exonerada do cargo em comissão e afastada de suas funções por 30 dias.

Um processo administrativo foi aberto para apurar o caso e, na esfera criminal, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar crimes de peculato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.

No dia 28 de dezembro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na casa da servidora e em outros cinco endereços de pessoas ligadas a ela e apreendeu vários documentos, além de computadores e joias.

Comentários

Comentários