| Douglas Reis |
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| Alunos da Unesp durante o pedágio, no Centro; Bárbara Di Bianco lembra que objetivo é revitalizar escolas |
Quem passa pelas ruas do Centro de Bauru já está acostumado a ver muitas pessoas pedindo dinheiro, por conta de sua situação socioeconômica, ou ainda, em toda época de início de aulas nas faculdades, os famosos "trotes" nas esquinas mais movimentadas da cidade. Mas, nesta semana, uma ação chamou a atenção: estudantes da Unesp faziam o "pedágio" para conseguir dinheiro para um projeto de melhorias de escolas públicas de Bauru.
Denominado "Ao Vivo e em Cores", o projeto tem ligação com o Diretório Acadêmico da Faculdade de Engenharia (Dafae), mas conta com o apoio de alunos de diversos outros cursos, como arquitetura, artes, relações públicas e design, procurando envolver estudantes das três faculdades do câmpus de Bauru - além da Engenharia (FEB), as outras duas são a Faculdade de Ciências (FC) e a Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac).
Ontem, a arrecadação se concentrou na esquina da rua Antonio Alves com a avenida Rodrigues Alves. Na sexta-feira, os alunos estavam no cruzamento da Rodrigues com a rua Araújo Leite, e também foi feito um "pedágio" na avenida Getúlio Vargas.
Estudante de engenharia civil da Unesp-Bauru, Bárbara Di Biano, 21 anos, é coordenadora da área de oficinas do projeto e explica como a ação é desenvolvida. "O Ao Vivo e em Cores começou em 2013, surgiu a partir da Semana de Engenharia, com a ideia de fazer alguma coisa pela cidade, retornar algo da universidade para a cidade. O projeto faz revitalizações em escolas municipais e estaduais, procurando envolver os alunos dessas escolas e a comunidade também. Geralmente é pintada a parte externa e alguns locais como quadra e banheiros", detalha.
A próxima ação deve ocorrer no dia 11 de fevereiro, na Escola Estadual Ayrton Busch, no Parque Jaraguá. "A próxima ação será no Ayrton Busch, com pintura, horta e possivelmente algo no parque. O intuito é mostrar aos alunos a consciência do cuidado com o espaço público. A gente vai lá e revitaliza, mas contando com o apoio deles e a consciência de que é preciso manter a escola cuidada", frisa.
"A gente faz a captação de recursos através de patrocínios de empresas de Bauru e também de fora eventualmente, para levantar o dinheiro necessário para o projeto, e contamos com o patrocínio de supermercado para ter a alimentação dos voluntários. O pedágio é uma renda complementar, que a gente faz para completar o que a gente não conseguiu e fechar o necessário", conclui. São cerca de 65 membros na organização, mas durante as ações nas escolas são mobilizados cerca de 100 voluntários na parte de pintura e outros 50 nas oficinas voltadas às crianças e jovens, no mesmo dia.
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