| Malavolta Jr. |
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| Calor: lagoa da Quinta da Bela Olinda, em Bauru, estava com muitos banhistas no último dia 8 |
As altas temperaturas desta época do ano costumam levar um grande número de pessoas à Lagoa da Quinta da Bela Olinda e, com isso, volta a ganhar força uma antiga preocupação do poder público: o risco de afogamentos. Devido ao perigo de acidentes, é proibido nadar no local, mas os banhistas, normalmente, ignoram os alertas das placas existentes.
Buscando uma forma de solucionar o problema, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) voltou a cogitar, neste ano, a possibilidade de cercar a lagoa e promover a urbanização do entorno. A medida já havia sido proposta pela pasta em 2013, mas foi rejeitada pelo então prefeito Rodrigo Agostinho, já que, sem vigilância 24 horas, qualquer alambrado ou cerca seriam arrombados.
Segundo a titular da Semma, Mayra Fernandes, serão estudadas novas estratégias, associadas ao fechamento com cercas, para impedir que os moradores continuem se arriscando na lagoa. "É algo que será discutido em conjunto com outras secretarias, como a Obras, até porque, primeiramente, é preciso saber se há recursos disponíveis para fazer esta intervenção", frisa, sem dar prazo para o início de obras. Se a hipótese de cercar a lagoa for levada adiante, a secretária adianta que o fechamento será acompanhado da urbanização do entorno, com o plantio de árvores e construção de um passeio que seja adequado para a proposta de uso do espaço. "Seriam medidas para que a população saiba e sinta que o poder público está presente", completa.
RISCO
No último domingo, o Jornal da Cidade flagrou dezenas de pessoas, entre crianças e adultos, na Lagoa da Quinta da Bela Olinda. Além de nadar, muitos faziam manobras com motos aquáticas.
Algumas pessoas colocaram cadeiras de plástico na água para relaxar em meio ao calor intenso e, outras, levaram boias até o meio da lagoa para brincar. Em novembro do ano passado, em ocorrência noticiada pelo JC, uma mulher que pilotava um jet ski bateu o veículo em um banco de areia e sofreu um corte na testa, ao ser lançada para fora da água. Com cerca de 60 mil metros quadrados, a Lagoa da Quinta da Bela Olinda, na zona leste de Bauru, já foi "palco" de inúmeras mortes por afogamento. "É a nossa maior preocupação na cidade", revelou o 1.º tenente Victor Felix Tozi Bomfim, oficial de relações públicas do 12.º Grupamento de Bombeiros, em entrevista ao JC no mês passado.
Ele cita que o local é repleto de desníveis, que chegam a variar de um metro para oito de profundidade, saliências que aparecem repentinamente. "Muitos objetos são descartados no local e as pessoas podem se enroscar em um deles e se afogar. O certo é não nadar ali", alerta. No final do ano passado, um Corsa roubado foi retirado do local.
Parque municipal
A secretária Mayra Fernandes lembra que a Prefeitura de Bauru conta, desde 2015, com um projeto pronto para transformar a Lagoa da Quinta da Bela Olinda em parque municipal.
A execução da obra, orçada em R$ 5,4 milhões, depende de recursos dos quais a prefeitura não dispõe.
Mayra explica, contudo, que o projeto já foi cadastrado pelo Ministério do Turismo no Sistema de Convênios (Siconv), do governo federal. "Os recursos só poderão ser disponibilizados mediante emenda parlamentar", frisa.
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