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Mitos e verdades sobre a TPM

Marina Navarro Lins
| Tempo de leitura: 1 min

A descoberta de pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos - que mostraram a ligação de casos de Tensão Pré-menstrual mais acentuados com mutações genéticas - reacende a discussão sobre o que é mito e o que é verdade na famosa - e temida - reação das mulheres nessa parte do mês.

De acordo com os cientistas, a TPM vira Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM) quando um grupo de genes altera a forma como os hormônios sexuais interagem com outros genes. O estudo mostra que as mulheres que sofrem de TDPM - de 2% a 5% do total - ficam com os sintomas de irritabilidade, depressão, ou insônia intensificados.

"Toda a mulher tem algum grau de TPM. É uma alteração hormonal completamente normal nesse período antes da menstruação. O patológico é quando acontece em graus extremos. Nesses casos, talvez não seja só a TPM, mas a exacerbação de uma doença psiquiátrica", explica Afrânio Coelho de Oliveira, chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O psiquiatra Carlos Eduardo Goulart Brito, diretor do Instituto de Psicoterapia Comportamental do Rio, afirma que as mulheres precisam ficar atentas aos sintomas. Se eles continuarem após a menstruação, pode tratar-se de uma doença.

Mas não são só as mulheres que sofrem deste mal. Cientistas ainda estudam o que seria a TPM masculina.

"Alguns homens apresentam queda do hormônio testosterona, o que pode deixá-los mais irritados, com oscilações de humor, insônia ou depressão. São sintomas parecidos com os da TPM feminina, mas ainda pouco estudados. Isso acontece com mais frequência após os 50 anos", conta Brito.

 
 

 

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