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Morre o empresário Carlos Canedo, de Bauru, aos 60 anos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 5 min

Douglas Reis
Empresário bauruense Carlos Afonso Giaxa Canedo

Morreu, na manhã desta segunda-feira (16), o empresário bauruense Carlos Afonso Giaxa Canedo, 60 anos, sócio-proprietário da C. Canedo, empresa da área de papelaria, meio ambiente e logística reversa, com atuação local e em várias regiões do País. O empresário faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, onde estava internado, em tratamento médico.

Nascido em Bauru e formado em administração de empresas, Canedo era casado com Ana Beatriz Leite Canedo e deixa os filhos Pedro, Maria Beatriz e Maria Luiza, além de nora, genros e netos. Muito querido na cidade, era destacado pelos que o conheciam pelo bom caráter, pela generosidade, pela extrema educação e especial amabilidade no trato com todas as pessoas.

GENTLEMAN DE BAURU

"Ele era um gentleman e uma pessoa aberta, que conversava, com o mesmo respeito e atenção, com o faxineiro e o presidente das grandes empresas com quem ele tinha negócios. Era uma pessoa extremamente gentil, acolhedora, que não media esforços para dar uma palavra amiga a quem quer que fosse", conta o amigo de longa data Blayr Martini.

Ele lembra, ainda, que Canedo era um ser humano raro, espirituoso, que mantinha sempre o bom humor e um laço forte com a família e os amigos mais próximos. "São várias as nossas histórias alegres, de festas e bagunça. Ele estava sempre pronto para animar os amigos, mesmo quando eles não estavam bem", acrescenta.

BOAS LEMBRANÇAS

Emocionado, Ângelo Canedo, sobrinho do empresário, preferiu resumir em algumas poucas palavras o sentimento pelo tio. "Era a pessoa mais maravilhosa da face da Terra. Ele teve uma história muito bonita", pontua.

Também amigo de infância, Manoel de Campos Leite Filho lamentou a perda precoce do parceiro de vida e padrinho de casamento. "É uma perda irreparável. Estamos todos muito tristes, mas as lembranças que ficam são todas boas. A missão dele foi muito bem cumprida aqui na Terra e tudo o que podemos fazer é agradecer a Deus, e muito, pela oportunidade de conviver com o Carlos durante todo este tempo", observa.

Partida, Saudade, Eternidade

(Renato Delicato Zaiden)

Caro amigo Canedo,

Domingo à tarde o meu celular toca. Sensibilizado, seu primogênito Pedro Henrique me fala com voz embargada sobre o amor entre pai e filho, entre a família e você, entre todos e você. E, carinhosamente, me delega a honra de me expressar sobre todos esses maravilhosos sentimentos tão nobres que você sempre despertou, não só junto aos seus familiares e amigos mais próximos, mas de todos aqueles que tiveram a alegria de te conhecer, de estar próximo de você, mesmo que por poucos momentos apenas.

Admiração pelo seu caráter, humanismo, bom humor e diferenciada gentileza são traços legados por seus saudosos pais, que o marcaram tanto, que carinhosamente muitos o chamavam de "Senador Canedo" ou ainda de o "Gentleman de Bauru".

Ontem, segunda-feira , 16 de janeiro, amanheceu chovendo por aqui e suas gotas cristalinas, com certeza, eram as lágrimas em homenagem à sua jornada neste plano. Logo mais me lembrei que acima, no além das nuvens, o sol daquela hora aquecia e se fazia brilhar no céu de puro azul.

Com certeza, você já estava por lá naquele momento, onde a noite também é de luz com o brilho das estrelas. Agora, é só luz, o tempo todo.

Sua amada esposa Ana Beatriz, a quem você namorou desde a adolescência, como seu filho Pedro, suas filhas, Maria Beatriz e Maria Luiza (nossa colaboradora no JC), sua nora, genros, netos, mesmo próximos a você, em São Paulo, como os familiares, irmãos, irmãs, sobrinhos e amigos aqui em Bauru, já sentiam antecipadamente a dor da possível separação.

Num lapso, uma viagem ao túnel do tempo, na pré-adolescência, me fez lembrar dos amigos em comum, alguns que já se foram, ainda muito jovens, outros já mais adultos, como o Reinaldo Furquim Badin o Guego, Rodolfo Doca, Adolpho MIraglia Filho, Claudio Guedes Misquiati, o Armando Soares Júnior, Manduca da Tia Delma e o João Aires e de quando as turmas se encontravam nas brincadeiras dançantes, nos clubes , na sessão das 6, nos bate-papos, colégios e na Praça das Cerejeiras.

Impossível não lembrar de muitos dos seus inúmeros amigos mais próximos, como o Blayr Martini, Manoel de Campos Filho, Wagner Lourenço, João Coube, Edson Crivelli, Agnaldo, Francisco Simi, Agnaldo Nardi, Silvinho Angrisani, José Henrique de Oliveira Godoy, Carlos Arieta, Fabinho Macedo, Zezinho Martha, Caio Coube, Halinzinho Aidar, Joaquinzinho, Patelli e do seu irmão mais experiente do que nós, o Canedão .

São tantos os teus amigos, que terão que me perdoar por não ser possível relacioná-los, mas que, com certeza, guardarão consigo a alegria de sua eterna amizade.

Penso e creio em meu íntimo que somos todos filhos do Criador, que este lapso temporal entre o nascer e partir desta vida terrena é só uma pequena dimensão do nosso Eu verdadeiro, que transcende tempo e espaço.

Creio sim que a vida é pra sempre, assim como a saudade.

Saudemos a esse sentimento que começa com a dor da perda e, aos poucos, se manifesta como alegria melancólica e depois até em ótimos momentos de felizes recordações vividas com nossos queridos. Saudade, meu amigo, é a prova da eternidade de quem amamos, pessoas como você, que sempre amou a vida e que está sempre vivo em nós.

Com ela, a dor da separação, que no início apenas dói, com o tempo evolui e se transforma nessa coisa boa, que, por ser eterna, é um sentimento irresistível e poderoso, que nos une para sempre.

Então, é lógico, estaremos sempre juntos, todos, pois somos todos, um com o Todo, o Criador.

Douglas Reis
Nascido em Bauru, o empresário Carlos Canedo fez muitos amigos e tinha negócios em diversas regiões do Brasil

 

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