Li na página 3 do JC do dia 10/01/2017 a entrevista do atual secretário da Secretaria do bem-Estar Social (Sebes), e a perplexidade do chamamento da matéria. Para o primeiro dia de governo, achei que pelo compromisso assumido na campanha, saiu um pouco fora de foco.
A Sebes, até onde sei, vive e trabalha pelos hipossuficientes, que precisam aprender a pescar, mas enquanto isso não acontece em razão de vários fatores miseráveis, lá é a porta e o caminho da sobrevivência emergencial. Muitas vezes, eles precisam ser acompanhados porque não sabem por onde começar, não houve um ensinamento, treinamento e nem mesmo a decodificação de Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e outros segmentos nas periferias de Bauru para identificação do usuário necessitado de conhecer seus direitos e responsabilidades.
De repente, aparece um secretário de grande estatura, sério, e diz apenas "não" para os anseios de uma mãe que queria apenas um passe de ônibus para levar o filho ao médico. E num primeiro encontro!
Esperei uns dias para sentir a repercussão da matéria para, em seguida, como cidadã atenta e vigilante das necessidades do meu povo, opinar. O que melhorou o impacto da notícia foi a manifestação do prefeito Clodoaldo Gazzetta, que tinha os discursos e planos de campanha na ponta da língua.
E essa matéria não era fiel ao que vimos na televisão logo no início do seu programa político. Prefeito, sempre é bom ter cautela e repensar preventivamente, só colaborará com a nossa gente que precisa tanto e pede tão pouco.
Até pouco tempo, os alugueres sociais ficavam escondidos num cofre e às vezes apareciam. E surgiu da lei da dignidade das pessoas. E outra, ninguém pede se não estiver precisando. Eles são oriundos de lei federal e não podem ser extintos discricionariamente. Tudo depende do estudo de caso.
Outros nem pedem porque estão limitados numa cama ou num carrinho de rodas e acabam indo a óbito precocemente. Até em abrigos de bons nomes deixam a vida precocemente.
Sugiro um balcão de cidadania computadorizado e de vez em vez visitem os usuários ou necessitados nas suas moradias. Foi dado um tiro de canhão para quem apenas se identificou sem ter a chance de ter um papo reto.