| Aceituno Jr. |
![]() |
| Amigos bauruenses praticam modalidade semanalmente, voltados às competições |
Criado no final da década de 1960, o biribol é um esporte de origem brasileira. Afinal, surgiu em Birigui, a quase 200 quilômetros de Bauru, e aos poucos foi difundido em outras localidades. A ideia inicial era mais voltada à recreação na piscina, mas torneios passaram a ser organizados - há inclusive uma Liga Nacional, que promove os principais torneios do País.
Em Bauru, existem grupos que se reúnem para jogar apenas por lazer, enquanto outros levam o esporte “a sério” e disputam competições. Na Associação Luso Brasileira de Bauru, por exemplo, cerca de 20 pessoas se encontram todas as segundas-feiras para praticar a modalidade e, eventualmente, algumas partidas ocorrem em outros dias da semana.
“Começamos há dois anos, aproximadamente. Tentamos nos reunir duas, três vezes por semana, a segunda-feira é o dia fixo, quando conseguimos mais gente, entre o final da tarde e o começo da noite, porque a piscina foi iluminada. Aí, a gente procura fazer mais algum dia da semana”, frisa Marquinho, que coordena o grupo.
O principal objetivo é confraternizar, juntar amigos e até fazer novas amizades. “A gente tem o nosso grupo no WhattsApp e as nossas esposas criaram o grupo delas também. Depois, juntamos todo mundo e passamos a organizar eventos, a fazer novos amigos, e até viagem para a praia”, pontua Tuca, outro integrante do grupo. “Vamos tentar fazer um campeonato neste ano”, completa.
“O principal é a amizade entre o pessoal. Depois que as partidas da segunda-feira terminam, a gente sempre fica por aqui, na lanchonete do clube, para conversar, comer algo”, lembra.
ALTO NÍVEL
Outro grupo de Bauru pratica o biribol, mas voltado às competições. Também às segundas-feiras à noite, eles se reúnem na piscina da academia Nadart do Jardim América. Próximo de competições, ocorrem treinos também aos sábados pela manhã, no mesmo local. Em anos anteriores, parte dos jogadores já competiu por Bauru nos Jogos Regionais e Abertos e, no ano passado, por Piratininga.
Um dos atletas é Thiago Toledo, de 35 anos. Bauruense, atualmente ele compete por Piracicaba e soma vários títulos nacionais no currículo. “Comecei como diversão mesmo, até pelo calor de Bauru. E depois fui para competições como Regionais, Abertos e o Brasileiro. No Brasil, tem bastante gente que joga em nível competitivo”, afirma.
Quem também participa do grupo é Marcelo Lourenço, de 38 anos - que é mais conhecido na cidade por executar o som no ginásio Panela de Pressão nos jogos do Bauru Basket e Vôlei Bauru. “Pratico o biribol há dez anos, fui a Jogos Regionais e Abertos. Agora estão tentando criar uma Liga Paulista e quero futuramente jogar um Brasileiro. A gente, na verdade, defendeu Bauru nos Jogos Regionais por dois anos e, no último, fomos por Piratininga. Vamos conversar com o novo secretário de Esportes (Luís Faustini) para saber se Bauru tem o interesse de nos apoiar para defender a cidade nos Jogos”, comenta.
Fábio de Barros Rodrigues, de 38 anos, é outro praticante do biribol. “Tem alguns atletas aqui que são de alto nível, cada um foi para uma cidade disputar torneios como o Brasileiro, o Thiago Toledo, por exemplo, é heptacampeão brasileiro. E é um esporte gostoso, permite que pessoas de várias idades participem. E a gente se reúne aqui toda semana para manter a prática e acredita que o biribol pode crescer ainda mais em Bauru”, explica.
