| Divulgação |
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| O coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues, e o titular da Sebes, José Carlos Fernandes, estiveram reunidos ontem com representantes da Obras, da Semma e do Minha Casa Minha Vida |
Com a promessa de conceder uma vida mais digna aos moradores de comunidades em áreas irregulares, a Prefeitura de Bauru prosseguirá, no início da próxima semana, com a retirada da população dos locais de riscos. A expectativa é de que até 151 famílias deixem as áreas em que vivem atualmente e sigam para apartamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV), nos residenciais Chácara das Flores 1 e 2.
São pessoas que moram em pontos com grande risco de alagamento durante chuvas como a que atingiu Bauru nessa quarta-feira (18). Serão beneficiadas comunidades como Parque das Nações, Jardim Marise, Jardim Yolanda, Vila São Manuel, Jardim Gérson França e Fortunato Rocha Lima e Piquet.
Esses moradores serão beneficiados com a demanda dirigida da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), que, nos últimos meses, realizou o cadastramento de todos que aceitaram deixar a favela.
REUNIÃO
Nessa quarta-feira (18), a Defesa Civil, a coordenação do Minha Casa Minha Vida, a Sebes e o Meio Ambiente (Semma) se reuniram para discutir o plano de retirada das famílias que vivem nessas áreas e também a recuperação dessas regiões.
“Ainda definiremos por qual bairro iremos começar. Nesta etapa, serão retiradas somente as famílias que aceitaram sair e já assinaram o contrato com a Caixa Federal”, comenta Sidnei Rodrigues, coordenador da Defesa Civil.
Até essa quarta, também não havia data e hora definida do início do mutirão. “A prefeitura ajudará com o transporte das mudanças. Na sequência, as moradias serão demolidas por caminhões para que não haja novas ocupações”, acrescenta Sidnei.
A expectativa é que de a ação seja concluída em até 15 dias de trabalho, ou seja, até fevereiro. Posteriormente à retirada dos entulhos, a Semma realizará plantio de várias mudas nos locais.
As famílias que se negarem a sair das áreas de risco devem receber atendimento especial de assistentes sociais da Sebes, que farão um trabalho diferenciado com cada uma delas.
Áreas monitoradas
A Defesa Civil de Bauru diz que, após a retirada das famílias, irá monitorar, semanalmente, as áreas para evitar novas ocupações irregulares. “Não iremos mais deixar isso acontecer. Temos autonomia para tirar no mesmo dia. E, se a pessoa se recusar, iremos ingressar na Justiça com a reintegração de posse”, ressalta Sidnei Rodrigues.
A medida será tomada, segundo ele, porque a maioria das áreas em que hoje se encontram as favelas da cidade, além de serem de posse do município, são Áreas de Preservação Permanente (APP), que beiram córregos ou minas de água. Nesses locais, conforme a legislação, a ocupação pode ocorrer a 30 ou 50 metros de distância das margens.
