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Chuvoso, dia depois do temporal é marcado por reparos dos estragos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação
Na Nações, na altura da rua Batista de Carvalho, pavimento foi destruído e precisará ser refeito

Mesmo fraca, a chuva que voltou a atingir Bauru, nessa quinta-feira (19), impediu que a Secretaria Municipal de Obras adiantasse boa parte do trabalho para recuperação dos prejuízos causados na cidade durante o temporal da última quarta-feira (18). Na avenida Nações Unidas, por exemplo, não foi possível concluir o reparo do pavimento no trecho mais prejudicado, que continuava interditado até o final da tarde dessa quinta.

Segundo o titular da pasta, Ricardo Olivatto, vários pontos sofreram processos erosivos em razão das placas de asfalto, guias e sarjetas arrancadas pela enxurrada. Pela manhã, o trecho entre o viaduto da antiga Fepasa e o cruzamento com a avenida Rodrigues Alves ficou interditado para a limpeza da via, bocas de lobo e do sistema de galerias.

Até o final da tarde, contudo, o tráfego de veículos continuava impedido no sentido Centro-Terminal Rodoviário, entre a Praça do Líbano e a rua Primeiro de Agosto, na altura do Senac, onde as crateras abertas no pavimento foram maiores. Na quadra entre a rua Batista de Carvalho e a avenida Rodrigues Alves, será necessário recompactar o solo e aplicar novo pavimento em uma extensão aproximada de 100 metros.

“Nossa prioridade é recuperar mais o asfalto do que os canteiros, que também foram danificados. Mas a persistência da chuva (ontem) atrapalha os serviços. Por isso, daremos sequência amanhã (sexta-20)”, adianta.

Olivatto explica que, além da Nações, outros dois pontos da cidade foram definidos como prioritários pela secretaria após esta última chuva: o restabelecimento do acesso ao bairro Chácaras Bauruenses e a contenção de uma erosão no Jardim Nova Flórida. Em razão do temporal de anteontem, cerca de 20 famílias moradoras das Chácaras Bauruenses ficaram ilhadas, já que a ponte de madeira que serve o bairro caiu devido à força da enxurrada e o acesso alternativo, em uma estrada que passa pela Unesp, foi cortado por uma erosão.

“Fizemos um desvio provisório nesta estrada para que os moradores pudessem passar, ao mesmo tempo em que começamos a conter a erosão. Não há previsão, contudo, para refazer a ponte”, adianta (leia mais abaixo).

Além da dificuldade de acesso ao bairro, os moradores também estão sofrendo com falta d’água, já que parte da rede de galerias e da tubulação de água foi arrastada pelo temporal. Até o começo da noite de ontem, mesmo sob chuva, equipes do DAE e Obras trabalhavam para resolver o problema. A previsão, contudo, era de que os trabalhos continuassem hoje.

EROSÕES

Já no Jardim Nova Flórida, a secretaria e o DAE reassentaram as tubulações de galeria pluvial que foram arrastadas na quadra 1 da rua Jeryes Shayeb. Com o temporal, a erosão que havia no local se estendeu para a calçada, destruindo a caixa de esgoto e provocando risco de queda de um muro.

Na transposição do Córrego da Grama, na avenida Daniel Pacífico, que liga a Vila Falcão ao Jardim Bela Vista, também foi providenciado o aterramento para conter a erosão provocada pelo temporal. “E na Vila Ipiranga, parte do que já tinha sido feito para controlar a erosão foi perdido com mais esta chuva”, acrescenta o coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues, salientando que não foram feitas intervenções no bairro, ontem.

As chuvas também geraram transtornos e danos em 11 unidades da rede básica de saúde, segundo informou a assessoria de imprensa da pasta. Devido à demanda de trabalho em toda a cidade, o mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, programado para hoje, foi suspenso, uma vez que as equipes e equipamentos que seriam utilizados estão envolvidos na recuperação dos estragos. Uma nova data deverá ser divulgada em breve.

Bauru recorrerá hoje à Defesa Civil Estadual

O prefeito Clodoaldo Gazzetta e o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Sidnei Rodrigues, irão hoje a São Paulo para participar de uma reunião com representantes da Defesa Civil Estadual. “Iremos verificar a possibilidade de a coordenadoria do Estado auxiliar a cidade com recursos ou materiais, principalmente, para a recuperação de pontes destruídas e com risco de queda”, pontua Rodrigues.

Ele explica que cada nova ponte de concreto custa, em média, R$ 500 mil e a prefeitura não dispõe, atualmente, de recursos para esta finalidade. A prioridade do governo é refazer o acesso ao bairro Chácaras Bauruenses e também a ponte da Estrada Rural Boa Vista, na região do Parque dos Sabiás, que faz a divisa entre Bauru e Piratininga.

“O município já sofreu com as chuvas no começo do ano passado e não conseguimos recuperar tudo. No caso da ponte da Boa Vista, fizemos uma ponte de madeira, mas a situação é precária”, observa. Pelo menos mais duas pontes precisariam ser recuperadas na cidade.

Casas alagadas

Segundo a Defesa Civil, uma residência foi alagada na rua Aviador Gomes Ribeiro e outra na quadra 5 da rua Valdemar Gregório de Matos, no Parque Viaduto.

Nesta última, o telhado do imóvel cedeu e a família perdeu móveis e alimentos. Já no Parque das Nações, aproximadamente 30 moradias foram invadidas pelas águas que desceram da região do Jardim América, via Praça Palestina.

Na favela São Manoel, houve transbordamento do Córrego da Grama e várias casas também foram inundadas.

A Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) deverá realizar visita nos locais, mas o Fundo Social de Solidariedade (FSS) já adiantou que levará para estas famílias parte das doações arrecadadas na última semana.

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