| Aceituno Jr. |
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| Marcelo Mastroianni (esquerda) observa Dennis Macea, que domina bola |
O futevôlei é o esporte preferido dos “boleiros” quando estão na praia. Unindo regras do vôlei – mais notadamente o de praia – e do futebol, a modalidade, apesar de não ser olímpica, tem bom número de adeptos, sobretudo no Brasil. O esporte, aliás, é considerado uma invenção tupiniquim, pois surgiu nas praias cariocas, na segunda metade do século passado.
Antes muito associado ao Litoral, o futevôlei foi se expandindo e ganhou adeptos também no Interior. Em Bauru, por exemplo, as quadras de vôlei de praia da avenida Getúlio Vargas são bastante usadas pelos amantes desse esporte, e vários clubes e condomínios também reúnem praticantes. No Bauru Tênis Clube (BTC), por exemplo, são cerca de 40 pessoas que praticam regularmente o futevôlei.
Marcello Mastroianni, um dos coordenadores da modalidade no BTC, lembra que o clube foi um dos pioneiros no esporte. “Hoje o futevôlei está se espalhando, tem algumas pessoas que jogam em locais particulares e tem, agora, aquele espaço de areia na avenida Getúlio Vargas. Aqui no clube já tem uma concentração maior de gente, são entre 35 e 40 pessoas e 27 anos de história na modalidade. Uma coisa boa é que não precisa de tanta gente pra começar a jogar, com quatro pessoas já é possível”, explica. “Comecei a jogar quando tinha 24 anos”, lembra ele, que tem atualmente 50 anos de idade.
Entre os praticantes assíduos do futevôlei em Bauru, estão os atuais presidente e vice do Esporte Clube Noroeste, Estevan Pegoraro e Rodrigo Gomes (Mosca), respectivamente, que costumam fazer os jogos no próprio BTC. Na região também a prática se difundiu. Renato Pedrozo, que mora em Piratininga e vem ao BTC para os jogos, cita que em sua cidade, a 13 quilômetros de Bauru, existe atualmente espaço adequado para o esporte. “A prefeitura implantou uma área em Piratininga com areia e estrutura para o pessoal ir jogar vôlei de praia e futevôlei, e tem ido bastante gente. Então isso mostra que é um esporte que pode crescer muito, e com pessoas de todas as idades”, comenta Pedrozo.
NÍVEL
Alguns praticantes estão há mais tempo no esporte e outros chegaram agora. Para evitar que os “novatos” desanimassem, o clube criou uma espécie de divisão. “Em alguns dias da semana, joga o pessoal mais veterano, que tem experiência e está acostumado. Em outros dias, aí joga o pessoal que começou mais recentemente, que é justamente para não desanimar. Antes, a pessoa vinha e jogava um mês, mas por conta da diferença de nível acabava parando, agora não. E algumas vezes misturamos todo mundo”, explica Mastroianni.
Para ele, o crescimento do esporte permite que no futuro, se torne até uma modalidade olímpica. “O Romário fez evento de exibição nos Jogos do Rio de Janeiro, ano passado. Quem sabe no futuro pode ser um esporte oficial das Olimpíadas”, diz. “Em Bauru, tivemos por um tempo a presença do Fábio Tenório, o que ajudou a trazer mais gente para praticar na cidade”, conclui.
O ESPORTE
O futevôlei é jogado em um local com areia, que pode ser na praia ou artificial, e conta com dois jogadores em cada equipe, a exemplo do vôlei de praia. A quadra é dividida pela rede e os praticantes não podem usar os braços ou as mãos, a exemplo do futebol. O saque é feito com os pés, geralmente colocando a bola sobre um “morrinho” feito na areia. Vale dominar a bola e atacar com os pés, perna, peito, abdome e cabeça.
Praticante do futevôlei, Dennis Macea pede mais atenção do poder público às quadras da Getúlio Vargas. “Ali é um espaço público e que poderia atrair ainda mais gente, mas precisa de estrutura, como banheiro e iluminação, assim como já tem na pista de skate. Ajudaria o futevôlei e o vôlei de praia”, relata.
