| Aceituno Jr. |
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| Dar fim à cada vez mais frequente transformação da avenida Nações Unidas em rio custa cerca de R$ 320 milhões |
Biólogo e de formação ambientalista, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) é taxativo ao pontuar que, em decorrência das mudanças climáticas, chuvas capazes de provocar estragos como os registrados nas últimos dias em Bauru, que costumavam ser registradas a cada década, agora, assolam a cidade ano a ano. O governo diz conhecer a fórmula que solucionaria ou minimizaria drasticamente os efeitos das águas, a partir de obras de infraestrutura. A solução, no entanto, parece distante de se tornar viável.
Além do alto custo, estimado em R$ 367 milhões, cerca de três vezes o preço da multimilionária Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), o poder público não dispõe sequer de todos os projetos para contratar as ações de drenagem.
A mais faraônica das intervenções diz respeito às intervenções diretas na avenida Nações Unidas, ponto mais emblemático das inundações de Bauru, onde um homem morreu após ter sido arrastado pela força das águas em dezembro de 2010.
Sozinha, essa obra custaria cerca de R$ 320 milhões e contempla a construção de dois piscinões - um sob o Parque Vitória Régia e outro sob a Praça do Líbano - e a construção de novas redes de galerias pluviais, desde a altura da Vila Universitária até o cruzamento com a Rodrigues Alves.
Uma empresa foi contratada para elaborar o projeto básico, mas nem essa etapa inicial foi concluída, já que uma série de ajustes foi necessária para que os níveis de segurança das intervenções fossem adequados aos padrões mínimos exigidos pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) do governo do Estado de São Paulo.
Gazzetta reconhece a dificuldade em viabilizar recursos para essa obra, mas acredita na possibilidade de obter verbas para tirar do papel as outras ações apontadas pelo município para sanar o problema crônico das inundações em Bauru: são mais 37 ao todo, quatro de macrodrenagem e 33 de microdrenagem (ver mapa abaixo).
“Mesmo que a da Nações não saia tão logo, as outras são para curto e médio prazo e já podem minimizar consideravelmente os efeitos na avenida”.
SEM PROJETOS
Juntas, essas obras estão orçadas em R$ 47 milhões, mas apenas 10 daquelas de microdrenagem têm seus projetos concluídos. Os demais ainda precisam ser elaborados pelas equipes técnicas da prefeitura.
O dinheiro necessário também não está disponível, mas o prefeito está confiante na obtenção dessas verbas junto aos governos estadual e federal, inclusive, com base no decreto de estado de emergência publicado ontem, no Diário Oficial de Bauru.
“Não queremos buscar os recursos apenas para recuperar o que estragou. A gente quer resolver o problema ou pelo menos grande parte dele”, disse Gazzetta, ao justificar a medida, que ainda precisa ser validada pela Defesa Civil de SP.
POLITICAMENTE
O plano de drenagem foi entregue ao secretário da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes, Samuel Moreira, na última sexta. “Ele foi prefeito de Registro (SP), quando trabalhei nos projetos ambientais lá no Vale do Ribeiro. Estou muito confiante na palavra de que ele fará de tudo para nos ajudar, inclusive na interlocução com a União”, disse Gazzetta.
Os quatro projetos de macrodrenagem já estão cadastrados no Ministério da Integração Nacional, na expectativa da liberação de recursos.
Placas luminosas
Enquanto as obras estruturantes não saem do papel, o coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues, resgata uma antiga ideia lançada pela Emdurb durante o governo Rodrigo Agostinho, mas que também nunca foi concretizada. Ele propõe a instalação placas de alerta sobre o perigo do tráfego de carros durante as chuvas nos tradicionais pontos de alagamento da cidade, com dispositivos luminosos acoplados, que sejam disparados quando a lâmina de água atingir determinado nível considerado crítico. Seria mais uma forma de evitar acidentes com vítimas, já que esses avisos podem antecipar as interdições das vias, que exigem mobilização de equipes e deslocamento de veículos.
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Até mesmo a equipe de emergências em Bauru está sob riscos
Falta de treinamento a funcionários que agem nessas horas preocupa Defesa Civil
| João Rosan/JC Imagens |
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| Coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues defende regulamentação da equipe municipal |
“Além de não estarem bem preparadas, podem colocar suas vidas em risco”. A declaração é do coordenador da Defesa Civil de Bauru, Sidnei Rodrigues, a respeito das pessoas que integram a equipe montada, ainda na gestão anterior, para atuar, sob sua orientação, em situações de emergência, como as das inundações que assolaram a cidade nas últimas semanas.
A constatação é consequência do fato de esses funcionários, lotados em diversas secretarias e órgãos da administração, nunca terem sido devidamente treinados, o que reduz também a velocidade e eficiência das respostas aos estragos e danos, sejam eles materiais e sociais.
A primeira atividade de formação se deu somente na semana passada, junto à Defesa Civil de Pederneiras, maior referência regional no que se refere à estruturação organizacional.
SINAL POSITIVO, MAS...
Em reunião na última sexta-feira em São Paulo, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) recebeu a sinalização positiva de que o órgão estadual oferecerá treinamento para as equipes de Bauru.
Sidnei Rodrigues pondera, contudo, que, dificilmente, os cursos de capacitação serão viabilizados antes do fim do período de chuvas, que, historicamente, se encerra em março.
“Nesse momento, é difícil falar nisso porque a cidade precisa de um reforço para se recuperar e mesmo a Defesa Civil do Estado está mobilizada para recorrer muitas cidades paulistas que passam por problemas semelhantes”, afirma.
ESTRUTURA
Ele defende ainda regulamentação da equipe municipal, que, segundo ele, trabalha quase que de forma voluntária.
Outra reivindicação de Sidnei é para que a Defesa Civil de Bauru disponha de orçamento. “Tem casos em que desabrigados precisam de colchões e a gente não tem a quem recorrer de forma imediata”, explica.
Uma nova sala-sede para o órgão está sendo providenciada no prédio da prefeitura na avenida Nuno de Assis.
“Também conseguimos junto à Defesa Civil do Estado algumas tendas, que podem ser instaladas em locais com estragos para atendimentos médicos e cadastramento das vítimas por assistentes sociais, por exemplo”.
Região adota drone, drenagens e ‘inteligência’ contra enchentes
Cidades castigadas nos últimos anos, como Lençóis, apostam em alternativas para evitar tragédias; Pederneiras inspeciona represas
O período de chuva do começo do ano preocupa os municípios de Agudos, Lençóis Paulista e Pederneiras. As três cidades já enfrentaram alagamentos e têm pontos de riscos se aumentar as precipitações pluviométricas. Os novos prefeitos tiveram que adotar esquemas de emergência nos últimos dias. As estratégias vão de uso de drone, levantamento de dados de drenagem a cruzamentos de índice de pluviometria.
Em Agudos, a Defesa Civil usou drone para sobrevoar locais de riscos, onde ocorrem enchentes no município. O coordenador da Comissão Municipal da Defesa Civil de Agudos, Osmar Donizete Jandreiche, explica que em 13 de janeiro do ano passado a falta de curva de nível em uma área no bairro Santa Cândido não segurou uma grande quantidade de água que desceu no imóvel e atingiu casas. “Apesar que numa noite choveu 266 mm, foi muita água e o fator natureza não dá para controlar, mas a falta da curva de nível prejudicou o escoamento da água”, contou. Neste ano, numa tentativa de reduzir o impacto de eventuais danos, a Defesa Civil usou drone para sobrevoar em área de risco na Vila Vienense. No local precisava de uma limpeza para melhorar a vazão de um córrego.
| Divulgação |
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| Drone foi usado em Agudos para sobrevoar área de risco de inundação no bairro Vienense |
Em Lençóis Paulista, o agente ambiental Sidney Aguiar explica que a prefeitura está adotando um sistema de “inteligência” que é reunir o máximo de informações sobre precipitação pluviométrica e cruzar com dados de drenagem de solo e monitoramento de vazão de córregos e barragens.
No ano passado, uma parte da área central da cidade ficou embaixo d’água com o transbordamento do Rio Lençóis, alagando casas. O risco continua, mas o prefeito de Lençóis, Anderson Prado (Rede), explica que a primeira providência foi reestruturar a Defesa Civil e nomear o capitão da Polícia Militar Juliano Francisco Antonio Xavier que vai trabalhar em conjunto com o Corpo de Bombeiros para coordenaro monitoramento e tomar as medidas de urgência.
Segundo Sidney, a carta meteorológica expedida a cada 15 minutos pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) com o levantamento da quantidade de chuva é acompanhada pela Defesa Civil para saber onde a precipitação se concentra e qual medida será adotada, como rebaixamento de represas que podem auxiliar como “piscinões” na retenção da grande quantidade de água.
Segundo o prefeito, esse alerta deve perdurar até fevereiro por causa do período de muita chuva.
Em Pederneiras, a Defesa Civil também está em alerta e adotou monitoramento do principal córrego que atravessa a cidade e vistoria nas represas localizadas na zona rural.
| Aurélio Alonso |
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| Funcionários do SAAE de Lençóis verificam situação de represa |
O município também enfrentou o transbordamento do Ribeirão Pederneiras e Córrego Monjolo entre a noite do dia 12 e a madrugada de 13 de janeiro do ano passado, quando alagou cerca de 150 imóveis e deixou aproximadamente 400 desabrigados. Os prejuízos foram estimados em mais de R$ 11 milhões. Janilson Jovan Duarte, de 40 anos, teve o carro arrastado para dentro do ribeirão e morreu afogado.
Um ano depois, na última semana a Defesa Civil, junto com o Corpo de Bombeiro, percorreu trechos do córrego do Monjolo para verificar a vazão e fazer limpeza dos trechos mais críticos, explicou o coordenador da Defesa Civil, Silvio Aparecido Bueno.
O grande volume de chuvas é comum nesta época do ano, por conta de um corredor de umidade que se forma do Norte em direção ao Sul. Neste ano, ele se encontra estacionado e é potencializado pela passagem de frentes frias, afirma a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet.
Lençóis adota sistema de ‘inteligência’
Para tentar minimizar os impactos das chuvas de janeiro, prefeitura adota sistema de monitoramento na bacia do Rio Lençóis e seis microbacias
| Aurélio Alonso |
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| Capitão Juliano Xavier, prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado, Sidney Aguiar e diretor administrativo Railson Rodrigues |
A cidade de Lençóis Paulista foi castigada no ano passado por uma forte chuva que alagou a cidade. O desafio neste ano é não repetir os problemas anteriores. Na ocasião teria havido uma demora na evacuação das residências atingidas pela cheia. Com o novo governo assumindo a administração municipal no dia 1 de janeiro, o prefeito Anderson Prado (Rede), tratou de reestruturar a Defesa Civil e preparar um plano emergencial.
O estratégia adotada, segundo o técnico ambiental Sidney Aguiar, é um sistema de “inteligência” que reúne dados da carta meteorológica do Rio Lençóis de pluviometria consolidada (a quantidade de chuva já absorvida pelo solo), dados do pluviômetro (o que choveu nas últimas 24 horas) e taxa de absorção do solo. “Isso dá condições para antecipar se haverá inundação. São informações de precisão para fazer uma análise preliminar para as próximas 8 horas seguintes”, explicou.
No ano passado, segundo Aguiar, houve o fenômeno pluviometria centenária (chuva do milênio) que ocorre a cada 100 anos com registro de precipitação atmosférica acima de 200 mm. “Em janeiro de 2016 em Lençóis choveu 260 mm já em situação crítica e Borebi 340 mm. Se somar as duas medições, o Rio Lençóis recebeu 600 mm de água, uma quantidade imensa”, explicou o técnico do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) requisitado pelo prefeito para participar do grupo que faz o monitoramento diário.
Drenagem
Nos últimos dias, a chuva já chegou atingir 100 mm colocando o sistema em alerta. “A cada dois anos o Rio Lençóis tem uma pluviometria média nesta época do ano. E a cada cinco anos se registra uma pluviometria alta. Pelos dados neste ano, não há previsão de uma precipitação atmosférica no mesmo nível do ano passado”, explica Aguiar.
Mesmo assim, nos últimos dias a equipe da prefeitura checou o fator de drenagem de rios e córregos da microbacia do Taperão em Agudos (onde estão as nascentes do Rio Lençóis), microbacia da Serrinha em Agudos, microbacia do Córrego da Anta em Borebi, microbacia do Mateus na divisa de Lençóis e Borebi e microbacia do Faxinal em Lençóis.
Sobrevoo com helicóptero
O helicóptero Águia da Polícia Militar sobrevoou toda a bacia do Rio Lençóis, passando pela Barra Grande e trecho do Rio da Prata para verificar in loco o número de represas, lagoas ou reservatórios de água que podem representar perigo em caso de rompimento.
A vistoria aérea foi feita com objetivo não apenas de verificar a existência de represas, mas também as condições dos rios na questão de assoreamento e preservação da mata ciliar, segundo o capitão Juliano Xavier, coordenador da Defesa Civil.
Durante o sobrevoo foram constatadas quatro represas que tinham necessidade de fiscalização em toda bacia do Rio Lençóis. O helicóptero parou no meio das represas e marcou sua localização exata no GPS para que elas pudessem ser verificadas posteriormente por uma equipe em solo, o que ocorreu na última semana.
Poucas horas após a vistoria aérea no dia 11 de janeiro, as equipes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) constataram um aumento rápido no nível do Rio Lençóis, mesmo sem que tivesse ocorrido qualquer chuva. A Defesa Civil ainda investiga o que pode ter ocasionado essa alta do rio. “Detectamos o aumento da lâmina d’água em cerca de 20 cm do Rio Lençóis num período de 3 a 4 horas na região do Faxinal. Dá para notar que é água de represa que foi liberada depois da fiscalização,” declarou diretor administrativo Railson Rodrigues.
Na última quarta-feira (18) uma equipe formada por integrantes da Defesa Civil voltou a visitar essas quatro represas localizadas durante o sobrevoo. “O que podemos dizer até esse momento é que a alta vazão ocorrida nos rios e córregos da região se deve as chuvas intensas que ocorreram nos últimos dias e não a estouro de represa”, finalizou Sidney Aguiar.
| Fotos: Divulgação |
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| Diretor administrativo da prefeitura de Lençóis, Railson Rodrigues, explica sistema SMS |
Aviso sobre risco de alagamento pelo celular
Pelo menos 1.000 telefones celulares foram cadastrados para receber alerta por SMS aos moradores e comerciantes que residem ou possuem estabelecimentos nas áreas consideradas de risco.
A diretoria Administrativa, responsável pelo Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), onde se encontra o cadastro social, fez o cadastro com auxílio da Acilpa, do qual forneceu o cadastro atualizado dos comerciantes que foram atingidos pela enchente em 2016. “O plano é que sejam disparadas mensagens de texto aos números constantes no cadastro social de Lençóis imediatamente após qualquer novidade que possa representar risco de vida ou de perda de bens aos moradores das áreas de risco”, diz Rodrigues.
Capitão da PM é o coordenador da Defesa Civil
O prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado (Rede), explicou que é muito difícil resolver o problema da inundação em um ano, porque será necessário um trabalho integrado com o Comitê Gestor do Rio Prata, formado por mais sete municípios, para obras a longo prazo nas microbacias.
Mas a primeira medida adotada foi indicar o novo coordenador da Defesa Civil. Prado escolheu o comandante da 5.ª Companhia do 4.º BPMI, o capitão Juliano Francisco Antonio Xavier. “É difícil resolver o problema da inundação em um ano, mas buscamos criar uma Defesa Civil que funcione com competência para assegurar a vida em primeiro lugar e também, de certa forma, o patrimônio e por isso fomos buscar a instituição mais preparada, no caso a PM e o comando do BPMI autorizou”, afirmou.
Após passar o período crítico de chuva de janeiro, o prefeito informou que o Conselho do Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis será convocado para eleger a nova diretoria. “Devo lançar meu nome como presidente. Com isso vamos atuar em parceria com os sete municípios para que possa viabilizar as obras que são necessárias. Vamos precisar do apoio da União, do governo do Estado e dos municípios e empresas”, ressaltou.
De acordo com o prefeito, há projeto de que seja necessário a construção de uma grande represa para armazenar e segurar a água vinda de outras microbacias e a mais viável é a construção de “piscinões” nas microbacias. “Hoje sabemos depois da inundação do ano passado que precisamos ter capacidade de armazenar de 10 bilhões de litros d’água para que não aconteça o que houve no ano passado. Como vamos fazer isso? Com construção de oito piscinões. Isso vai depender do Comitê Gestor”, afirmou.
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| Em 10 pontos do município, a prefeitura instalou pluviômetros |
Monitorando a bacia
O sistema de monitoramento climático da bacia do Rio Lençóis conta com dez Estações de Medições Pluviométricas (EMPs) instaladas ao longo de seis microbacias consideradas mais críticas: córrego do Taperão, em Agudos; córrego da Serrinha, entre Agudos e Borebi; córrego da Anta, em Borebi; e ribeirões do Faxinal, Prata e Barra Grande, em Lençóis Paulista.
Para que o sistema determine se haverá ou não inundações, será levado em consideração o valor precipitado consolidado no período de 48 horas, valor estimado de precipitação futura das 24 horas subsequentes e as condições presentes de absorção hídrica do solo.
O objetivo é determinar com antecedência a probabilidade de enchentes e inundações.
Pederneiras inspeciona represas
Após os estragos provocados no ano passado com o transbordamento de ribeirão, prefeitura foca verificar as condições de barragens na zona rural
| Fotos: Divulgação |
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| Inspeção no Córrego do Monjolo de Pederneiras |
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| Sargento Cannever, comandante da Base de Corpo de Bombeiros de Pederneiras, o prefeito Vicente Minguili, o secretaria de infraestrutura e Obras Benites e o vice prefeito Marcio Urrea |
A Defesa Civil em conjunto com a Secretaria de Obras fez inspeções em todos os barramentos existentes na zona rural, acima da área urbana de Pederneiras na bacia do Ribeirão Pederneiras.
Há uma semana, também foi feita inspeção nas pontes e limpeza na calha do Ribeirão Monjolo que passa por dentro da malha urbana. “Foram medidas mitigadoras para prevenção”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Silvio Aparecido Bueno.
Entre a noite do dia 12 de janeiro e a madrugada do dia 13 do ano passado, a forte chuva que atingiu a região fez com que o Ribeirão Pederneiras e o Córrego Monjolo transbordassem. Durante a enchente, considerada a pior da história de Pederneiras, cerca de 150 imóveis foram invadidos pela água e aproximadamente 400 pessoas ficaram desalojadas.
O caso mais grave foi o do açougueiro Janilson Jovan Duarte, 40 anos. Ele desapareceu na noite do dia 12, quando saiu do trabalho para visitar um familiar. O carro dele, um Corsa Classic, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros na tarde do dia 13, no leito do Ribeirão Pederneiras, mas o corpo de Janilson só foi localizado no dia 16.
A enchente também comprometeu serviços públicos importantes, como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), referência regional no tratamento odontológico, a CMEI Maria Angela Pisani Pereira, a Secretaria de Assistência Social e o SEMA, que produzia mais de dez mil refeições diárias para as escolas e creches municipais.
Segundo o coordenador, a quantidade de chuva que atingiu a cidade o ano passado ultrapassou os índices médios. Em seis horas, choveu 178 mm. “Foi bem acima, por isso estamos preparando e aumentando a vazão de alguns córregos”.
No sábado (14) foi realizado um treinamento com participação de representantes da Defesa Civil, bombeiros e engenheiros para preparar para uma eventualidade. Uma equipe percorreu de barco o córrego do Monjolo para reconhecimento de áreas inundáveis. “É necessário fazer a limpeza do córrego, porque com o tempo vai carreando entulho e terra e vai se formando os aluviões. Isso dificulta a vazão”, explicou. Aluvião é um depósito de sedimentos clásticos (areia, cascalho ou lama) formado por um sistema fluvial no leito e nas margens da drenagem, incluindo as planícies de inundação e as áreas deltaicas, com material mais fino extravasado dos canais nas cheias.
A inspeção da represas foi intensificada, embora a fiscalização seja atribuição do Departamento de Águas e Energia (DAAE). “Todas elas tem que ter a outorga do DAAE e legislação específica. Fizemos uma vistoria verificando as condições de aterro, os elementos de drenagem e os vertedouros. Se identifcarmos alguma anomalia enviamos ao DAAE. Isso tem sido feito a cada quatro meses”, explicou o coordenador.
Drone é utilizado para monitorar área de risco em bairro de Agudos
| Fotos: Divulgação |
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| Prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva, com assessores foi verificar a erosão em avenida |
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| Chuva do meio da semana provocou alagamento em vários pontos da cidade de Agudos |
O escoamento de água e falta de galerias pluviais em alguns pontos de risco são os problemas que a cidade de Agudos enfrenta quando aumenta a precipitação pluviométrica. Na última semana, por exemplo registrou novos alagamentos. Desde que a nova administração assumiu vem tomando medidas para tentar reduzir os impactos das fortes chuvas.
Funcionários da Secretaria de Vias Públicas e Transportes e Secretaria de Obras fizeram a limpeza e varrição das ruas, com concentração de força tarefa, nos locais próximos a canaletas, caixas de contenção e bocas de lobo e construção de curvas de nível, informou a assessoria do prefeito. O setor também retirou lixo em locais, onde a população costumava fazer bolsões de entulhos.
Há uma semana, a Defesa Civil utilizou drone para fazer sobrevoo em locais de risco e onde há risco de enchente no bairro Vienense. “Neste local vai precisar de fazer uma limpeza no córrego, infelizmente a população joga muito lixo e terá que rebaixar a calha. Foi feito um relatório e encaminhado à administração”. Nesse local quando chove, a vazão sobe muito rápido.
O coordenador da Comissão Municipal da Defesa Civil de Agudos, Osmar Donizete Jandreiche, explica que em 13 de janeiro do ano passado a falta de curva de nível em uma área no bairro Santa Cândido não segurou uma grande quantidade de água que desceu e atingiu casas. “Apesar que numa noite choveu 266 mm, foi muita água e o fator natureza não dá para controlar, mas a falta da curva de nível prejudicou o escoamento da água”, contou.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, outra medida foi a formulação de laudo técnico e obtenção de autorizações da Cetesb e Defesa Civil, para a limpeza dos dois córregos que atravessam a cidade, Córrego Bom Sucesso, na região central e Córrego Agudos, no Jardim Vienense.
Além das ações de rotina, o prefeito Altair Francisco Silva já solicitou estudos técnicos de engenharia e georeferenciamento, a fim de implantar medidas e ações que resolvam de forma permanente e definitiva, os problemas de inundações e alagamentos provocados pelo transbordamento dos córregos Agudos e Bom Sucesso que afetam diversas famílias, em épocas de fortes chuvas.
Segundo nota da assessoria do prefeito, além dos serviços de limpeza, ampliação dos leitos dos córregos e arborização das margens, para contenção de assoreamento que são ações imediatas a serem realizadas, a Prefeitura deverá fazer também obras de construção de novas tubulações e construção de passarela de pedestres, na região do Córrego Agudos.
Outra obra que também faz parte de estudos técnicos de engenharia e que receberá intervenções da administração atual, é a construção da avenida de interligação entre os bairros Cohab IV - Vila Malvina-Jardim Honorina e rua Cleóphano Pitaguary que começou a ser realizada na administração passada e que já sofre com erosões e desmoronamentos.




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