| Fábio Conti |
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| Diário de Marília teve as atividades suspensas por policiais federais |
A Polícia Federal, em ação conjunta com o Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PRR) da 3.ª Região, cumpriu nessa terça-feira (24) dois mandados de busca e apreensão. Um deles no jornal Diário de Marília que foi fechado devido a atuação irregular da empresa. Também havia sido expedido um mandado de prisão, mas o nome do envolvido não foi divulgado.
Em nota, a PF informou que, nesta fase foi deflagrada a 2ª fase da Operação Miragem o 5.º mandamento “Não Matarás”, em que os envolvidos estarão sendo investigados, a princípio, pelos crimes de coação no curso do processo, fraude processual e embaraço à investigação de organização criminosa.
Em 10 de agosto do ano passado, quando foi realizada a primeira fase da operação a Polícia Federal cumpriu 21 mandados de prisão e de busca e apreensão em Marília, Ribeirão Preto e São Paulo. Na ocasião pelo menos 15 mandados foram em Marília, com apreensão de documentos e dinheiro. A ação visou o combate a crimes como falsidade ideológica, uso de documentos falsos, sonegação fiscal, atividade de telecomunicação clandestina e evasão de divisas.
Nesse dia, os transmissores das rádios da Central Marília de Notícias (CMN), responsável pela Dirceu AM e a Diário FM, que funcionavam no mesmo prédio do Diário de Marília, foram lacrados por policiais federais e funcionários da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
As emissoras não tinham a concessão para funcionar e pessoas usavam nomes de sócios que não estavam mais no negócio. As emissoras continuam fora do ar desde 2016.
A PF não deu mais detalhes da operação dessa terça-feira (24). Em nota alegou que a ação tramita sob segredo de justiça no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região. Sobre o cumprimento da determinação de suspensão da atividades do Diário de Marília, a Polícia Federal informou que reitera o respeito aos profissionais dos meios de comunicação e a liberdade de imprensa, bem como a livre manifestação e exercício de direito de opinião, princípios basilares de nossa República, atuando sempre no estrito cumprimento de sua função constitucional, na garantia da manutenção do Estado Democrático de Direito.
O site do jornal foi tirado do ar, após a operação policial. Até o fechamento desta edição, o JC não conseguiu localizar nenhum representante da empresa jornalística.
