A Polícia Civil de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) prendeu na noite dessa quinta-feira (26) Maria da Conceição Feitosa, mãe da servidora pública Sueli de Fátima Feitosa, que é suspeita de desviar R$ 3,5 milhões dos cofres da prefeitura e é considerada foragida.
Segundo o delegado responsável pela prisão, Valdir Alves de Oliveira, Maria da Conceição, de 70 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nessa quinta (26) por suspeita de participação no esquema criminoso. “Ela teria se beneficiado diretamente de todo o dinheiro desviado”, declara.
De acordo com o delegado, a maior parte das propriedades que teriam sido adquiridas por meio dos valores desviados está no nome dela. Ele diz que a mãe de Sueli também teria ajudado a esconder provas, transferindo documentos de um local para outro com o objetivo de dificultar as investigações.
Segundo Oliveira, Maria da Conceição estava fora da cidade e teria retornado na quinta-feira (26), já que havia sido intimada para prestar depoimento nesta sexta-feira (27). Ela foi presa por volta das 20h, em frente à sua residência, e, ainda nessa quinta (26), seria transferida para a Cadeia Pública de Pirajuí.
DESVIO MILIONÁRIO
Conforme divulgado pelo JC, Sueli de Fátima Feitosa é suspeita de desviar cerca de R$ 3,5 milhões dos cofres da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo. Ela ocupa o cargo efetivo de oficial administrativa e, desde 1999, exercia a função comissionada de diretora do Departamento de Tesouraria.
Assim que as irregularidades foram descobertas pelo prefeito Otacílio Parras Assis (PSB), em dezembro do ano passado, Sueli foi exonerada do cargo em comissão e afastada de suas funções por 30 dias.
Um processo administrativo foi aberto para apurar o caso e, na esfera criminal, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar crimes de peculato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.
No dia 28 de dezembro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca na casa da servidora e em outros cinco endereços de pessoas ligadas a ela e apreendeu vários documentos, além de computadores e joias. O delegado que apura o caso também pediu o bloqueio de documentos no Detran de veículos de propriedade da servidora e de parentes dela.
A pedido da Polícia Civil, Sueli teve prisão preventiva decretada no fim de dezembro. Desde então, ela é considerada foragida. O advogado dela, Antonio Godoy Maruca, chegou a pedir a revogação da prisão, mas ela foi negada.
Ele recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) e, agora, aguarda decisão do órgão. Maruca também é advogado da mãe da servidora. A reportagem telefonou várias vezes para o celular dele à noite, mas ele não atendeu as ligações.