| Douglas Reis |
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| Antônio Cirilo, Sidnei e Ricardo Olivatto durante vistoria da ponte no bairro Chácaras Bauruenses |
Engenheiro da Divisão de Convênios da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Antônio Cirilo realizou, nessa quinta-feira (26), vistoria em três dos pontos mais afetados pelas chuvas que assolaram Bauru. Ao final das inspeções, foi constatado que as pontes de madeira situadas nos bairros Chácaras Bauruenses e Barra Grande (Tibiriçá) terão de ser substituídas por estruturas de concreto e ferragem e que isso está dentro das competências do órgão estadual.
Entretanto, para que a verba seja liberada, o município deve elaborar projeto com estudos de solo e hidrológico. O trâmite pode levar até três meses, informou Cirilo. Em relação à Vila Ipiranga, um dos trechos mais prejudicados com a chuvarada, a Defesa Estadual entende que não poderá intervir, já que o local não oferece mais risco eminente às famílias. A demanda, então, será levada à Casa Civil (leia abaixo).
| Douglas Reis |
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| Engenheiro da Divisão de Convênios da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Antônio Cirilo esteve em Bauru nesta quinta |
A vistoria foi agendada após Clodoaldo Gazzetta (PSD) decretar, na semana passada, estado de emergência. A prefeitura estima que as ações de reparação dos danos custarão ao menos R$ 2,2 milhões e espera que o dinheiro chegue do governo paulista, por meio da Defesa Civil de São Paulo, conforme o JC divulgou.
A liberação de parte ou da totalidade desses recursos, porém, depende da aprovação do decreto de emergência pelo Estado. A avaliação será embasada na vistoria realizada nesta quinta (26), que foi acompanhada também pelo coordenador da Defesa Civil de Bauru, Sidnei Rodrigues, e pelo secretário de Obras, Ricardo Olivatto.
VISTORIAS
O primeiro ponto a ser vistoriado foi a ponte de madeira que dá acesso ao bairro Chácaras Bauruenses, que transpõe trecho do afluente do Córrego Água Parada. A estrutura cedeu, comprometendo a rotina de ao menos 1.200 moradores da região. “A gente constatou que a madeira já estava comprometida”, aponta Cirilo.
De lá, a equipe seguiu para a ponte sobre o Córrego Água Parada, estrada Arco Iris, na Barra Grande, local que também precisou ser interditado. “Embora a estrutura ainda esteja de pé, a cabeceira da ponte foi comprometida e qualquer passagem de veículo pode derrubá-la”, alerta o engenheiro.
Sem condições de tráfego, uma ponte situada no acesso ao bairro Água do Macaco não pôde ser vistoriada. A Defesa Civil local se comprometeu, então, a enviar fotos para avaliação do órgão estadual.
Segundo Cirilo, as passagens terão de ser substituídas por pontes de concreto, com aumento do comprimento, tendo em vista que o volume de água das duas bacias se elevou nos últimos anos.
ESTUDOS
Agora, a prefeitura precisa correr contra o tempo para finalizar os projetos de reconstrução das pontes, que inclui estudos de solo e hidrológico. O primeiro, segundo Sidnei Rodrigues, já tem empresa liberada para fazê-lo. “Esse estudo apontará a profundidade adequada para cravar as estacas”, explica. Já o segundo dará uma dimensão da proporção de chuva que atinge as áreas e quanto de água passa pelos córregos, informações que irão balizar o comprimento correto das pontes.
| Priscila Medeiros/Divulgação |
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| Vistoria terminou na Vila Ipiranga, à tarde; Defesa Civil estadual não vê risco às famílias |
“A nossa expectativa é conseguir o estudo hidrológico junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do Estado. Se não der, teremos que tomar outras ações. Isso ainda não está licitado e vamos levar um tempo ainda para desenvolver”, pondera o secretário de Obras, Ricardo Olivatto.
“Já constatamos que essas duas obras (das pontes) são de competência da Defesa Civil e faremos um relatório apontando os danos. Agora, depende muito da velocidade da prefeitura para apresentar os projetos. Os trâmites demoram em torno de três meses”, avalia Cirilo.
‘Criatividade’
Secretário de Obras, Ricardo Olivatto acredita que o recurso para recuperação da cidade será liberado pelo Estado. “Entretanto, se não vier a verba, a prefeitura terá de ser muito criativa no empenho desse dinheiro para conseguir atender a demanda. Uma solução definitiva para esses problemas depende de mais verbas”, ressalta.
Na Vila Ipiranga
Último trecho a ser vistoriado, a Vila Ipiranga não deve ser amparada pela Defesa Civil de São Paulo. Isso porque o órgão entendeu que não pode intervir, já que o local não oferece mais risco eminente às famílias, informou Sidnei Rodrigues.
A demanda, então, será levada à Casa Civil, que encaminhará o ofício à pasta competente para designar a verba para recuperação de asfalto e tubulações, estruturas que mais ficaram comprometidas no bairro. Enquanto isso, contudo, Sidnei Rodrigues,Ricardo Olivatto e Gazzetta prometem discutir para buscar algumas outras soluções.


