O Brasil vive o maior surto de febre amarela dos últimos 14 anos. Alguns casos já foram registrados no Estado de São Paulo e o medo da doença chegou a Bauru. Conforme noticiado pelo JC, a procura por vacinas disparou nas últimas semanas. Mas a Secretaria Municipal de Saúde garante que a cidade está preparada para lidar com eventuais casos e, principalmente, prevenir através da vacinação em massa.
Inclusive, um “mutirão” está previsto para o dia 11 de fevereiro, um sábado, com equipes volantes na zona rural e abertura das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Entretanto, quem quiser ou precisar se vacinar já, pode comparecer a qualquer UBS, de segunda a sexta-feira, onde as doses estão disponíveis a toda a população.
“Temos quantidade suficiente para imunizar quem procura a rede básica de saúde. A vacinação está disponível diariamente, de segunda a sexta, em todas as unidades. Porém, cada uma tem um horário diferente da sala de vacinação, então a gente orienta que as pessoas entrem em contato com a unidade onde pretende ir para saber qual o horário de funcionamento do serviço”, explica o diretor da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Ezequiel Santos.
Os casos até agora se concentram no leste de Minas Gerais, com alguns registros em São Paulo. Até o momento, a transmissão da febre amarela está ocorrendo no ciclo silvestre. O hospedeiro é o macaco, e a contaminação do ser humano é através do mosquito do gênero Haemagogus, em áreas de mata. Contudo, as pessoas que chegam doentes na cidade podem passar a doença pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, zika e chikungunya.
QUEM PRECISA?
De acordo com Ezequiel Santos, quem nunca foi imunizado deve receber a vacina. Quem tomou apenas uma dose, há mais de dez anos, precisa receber a segunda. E quem já foi vacinado duas vezes está imune para o restante da vida.
Contudo, em alguns casos, a vacina não deve ser aplicada. “Gestantes não devem tomar a vacina. Idosos que não receberam a primeira dose ainda ou pessoas com HIV só podem tomar com orientação médica”, afirma. Sobre efeitos adversos, Santos diz que são raros. “Como qualquer vacina ou medicamento, pode ocorrer alguma reação. Mas é muito pouco comum. Dor local e, eventualmente, uma febre leve podem ser registradas, mas é raro”, completa.
FIQUE ATENTO
Os sintomas iniciais da febre amarela são semelhantes aos da dengue, como febre, dor no corpo e cansaço. Por isso, a orientação é que as pessoas com esse quadro procurem uma unidade de saúde.
“A febre amarela tem um índice maior de letalidade, então, se o tratamento for rápido, é mais fácil controlar. Mas ,se deixar chegar em um estágio em que a pessoa tem cor amarelada, dor abdominal, queda de pressão e hemorragia, o risco de morte é alto. Por isso, se alguém apresentar os sintomas, deve ir a uma unidade de saúde. E estar atento ao deslocamento, se for viajar para áreas de risco, onde há casos de febre amarela. Por isso é importante a vacinação”, define.
Combate ao Aedes
Além de transmitir a febre amarela na zona urbana, o Aedes é responsável pela dengue, zika e chikungunya. A Vigilância Epidemiológica lembra que segue com o trabalho diário de combate ao vetor das doenças. Ezequiel Santos diz que nenhum caso de dengue foi confirmado neste ano, mas existem cerca de 20 suspeitas aguardando resultado de exames. Zika e chikungunya não tiveram sequer suspeitas em 2017. “A prevenção deve ser feita sempre”, finaliza.
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