Tribuna do Leitor

Refletindo sobre educação

Marcia Massa
| Tempo de leitura: 1 min

Refletindo sobre as palavras “Engajar o jovem na participação pública e na mobilização social é fundamental para o futuro do País”, do autor Pedro Tobias (JC de quinta-feira) e diante do texto de ontem do autor Paulo Cesar Razuk, me faz afirmar ainda mais o que já pensava sobre as universidades públicas nas quais são disponíveis 15/18/30/40 vagas para os jovens considerados fora dos padrões nos vestibulares de medicina.


Por que fora dos padrões? Porque o número mínimo das vagas para entrar no curso de medicina na universidade pública é para os que não são pretos, nem pardos e nem índios. Não são para os que estudaram com totalidade dentro do ensino público... Os que são considerados brancos e que estudaram seja parcialmente em escola particular não têm chances... Ou tem?!


Ah, tem sim, tem que estudar até morrer e atingir quase que 100% de acertos nas provas. Diante desta situação, será que garantimos com que os que estão lá dentro das universidades ou até dentro do serviço público trabalhando são os melhores?


Penso que as vagas deveriam ser abertas igualmente a todos e lá na frente os que se destacarem deveriam ter chances diferentes no mercado de trabalho... A capacidade profissional e habilidades é que fariam a escolha! Além de tudo isso, exclusão com os meninos ditos normais...


As universidades formam turmas de 30 /40 alunos por ano no curso de medicina.Será que este número dá conta de atender a falta de profissionais médicos que estamos vendo no Brasil?


Ficam aqui meus parabéns aos dois autores que estão literalmente pedindo que as universidades públicas mudem sua visão quanto à educação no País em que hoje estamos vivendo.

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