Washington - Reince Priebus, o chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ontem que as pessoas que têm "green card", documento que as autoriza a morar e trabalhar no país, não serão barradas nos aeroportos americanos.
Segundo ele, isso acontecerá independentemente do país de origem dela, o que soou como uma volta atrás no decreto do presidente contra a entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana.
Em sua mais ampla ação desde que assumiu a Presidência em 20 de janeiro, o republicano adotou na sexta-feira uma suspensão de 120 dias à entrada de refugiados ao país, baniu indefinidamente refugiados da Síria e proibiu por 90 dias cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Desde a sexta-feira, quando o decreto foi assinado, mais de uma dezena de estrangeiros foram detidos ao tentar viajar para os EUA, mesmo tendo visto ou "green card".
Segundo o jornal "The New York Times", Priebus disse ainda que os agentes das fronteiras dos EUA terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos de alguns países, o que criou ainda mais incerteza sobre o decreto de Trump.
TRUMP REAGE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump reagiu neste domingo às críticas internacionais crescentes, revolta de ativistas de direitos civis e recursos judiciais à sua ordem abrupta de suspender a chegada de refugiados e pessoas de sete países de maioria muçulmana.
Em sua mais ampla ação desde que assumiu a Presidência em 20 de janeiro, o republicano .
Nosso país precisa de fronteiras fortalecidas e processos extremos de vetos, AGORA. Olhe o que está acontecendo em toda a Europa e, na verdade, do mundo - uma horrível bagunça!", escreveu Trump no Twitter neste domingo.
"Cristãos no Oriente Médio têm sido executados em altos números. Não podemos permitir que esse horror continue!", acrescentou Trump, que apresentou a política como uma maneira de proteger norte-americanos da ameaça de militantes islâmicos.
NÚMEROS
O Departamento de Segurança Interna disse que por volta de 375 viajantes foram afetados pelo decreto, 109 dos quais estavam em trânsito e tiveram a entrada nos EUA negada. Outros 173 foram barrados pelas companhias aéreas antes de entrar no avião.
O decreto "afeta uma porção mínima de passageiros internacionais", disse o departamento em um comunicado, dizendo que a medida foi "inconveniente" para menos de 1 por cento das chegadas diárias de estrangeiros aos aeroportos americanos.