| Malavolta Jr. |
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| Eric Fabris afirma que concessionária tem grande parcela de responsabilidade pelo corte no fornecimento de água para cerca de 10 mil moradores por tanto tempo |
Depois que cerca de 10 mil moradores da região abastecida pelo poço Val de Palmas ficaram sem água, o DAE de Bauru, em nota pública, responsabilizou a CPFL Paulista pelo prolongamento do problema, resolvido só após 26 horas. A concessionária de energia elétrica nega acusação.
O transformador do poço queimou em decorrência da chuva que atingiu a cidade entre a noite do último sábado e a madrugada de domingo. Bauru 16, Nova Esperança e Eldorado 2 foram alguns dos bairros desabastecidos.
O DAE garante, contudo, que a retomada da operação do poço poderia ter sido providenciada em menos de três horas.
Inicialmente os técnicos da autarquia detectaram baixa tensão em uma das fases que alimenta a bomba, mas dependiam do desligamento da rede de alta tensão, que é de responsabilidade da CPFL, para que pudessem executar as verificações necessárias no transformador.
Depois de realizar uma vistoria no local, porém, a concessionária teria constatado que o problema ocorreu em sua própria rede de energia.
RESPONSABILIDADE
Na avaliação do presidente do DAE, Eric Fabris, a CPFL tem grande parcela de responsabilidade pelo tempo de duração da interrupção de operação do Val de Palmas.
"O poço poderia ter voltado a funcionar antes das 10h de domingo, uma vez que o problema no transformador foi constatado às 7h. A CPFL foi acionada por volta das 09h00 para desligar a rede de alta tensão, mas só efetuou o desligamento nesta segunda-feira, por volta das 11h40", enfatizou Fabris.
A autarquia de água e esgoto informou, ontem, que o abastecimento na região afetada seria normalizada gradativamente.
RUÍDO
Procurada pelo Jornal da Cidade, a CPFL Paulista alegou não ter sido informada sobre a interrupção de energia elétrica no poço Val de Palmas.
Em nota, companhia garantiu ter sido procurada pelo DAE para um desligamento comercial para manutenção interna, serviço que exige programação.
ALINHAMENTO
Por conta do imbróglio criado, a CPFL solicitou também o agendamento de reunião com o presidente da autarquia a fim de esclarecer dúvidas sobre a correta solicitação de procedimentos, com o intuito de regularizar qualquer problema que afete o fornecimento de energia elétrica no local.
