| Aceituno Jr. |
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| 32 reeducandos seguem foragidos após rebelião no antigo IPA |
Mais três reeducandos foragidos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3 de Bauru durante a rebelião ocorrida no dia 24 de janeiro foram recapturados, ontem. Daniel Camargo Ramos Vieira, 25 anos, e André Luiz Borges da Cunha, 27 anos, foram localizados por volta das 14h em Piraju (145 quilômetros de Bauru), após a Polícia Militar daquela cidade receber uma denúncia anônima.
Já André Santos da Silva, 34 anos, se apresentou por volta das 11h20 na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Morador de Bauru, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí.
Já André da Cunha, segundo o coordenador operacional do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), capitão Juliano Loureiro, é oriundo de Campinas e estava em Piraju na casa de parentes de Daniel. "A partir da denúncia de pessoas que conheciam Daniel e viram que ele tinha voltado para a cidade, os policiais militares foram averiguar e localizaram os dois na residência", frisa.
Com mais estas três prisões, 120 dos 152 reeducandos que escaparam durante o motim já estão atrás das grades novamente. Procurada pela reportagem, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que contabilizava a entrada de 117 reeducandos foragidos nas unidades prisionais sob responsabilidade do órgão, o que não inclui as cadeias públicas. A atualização dos números, portanto, só deveria ocorrer após a transferência dos presos, por exemplo, para Centros de Detenção Provisória (CDPs) ou penitenciárias.
PEDIDO AO MP
O Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) encaminhou pedido, ontem, ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Gianpaolo Smanio, para investigação de denúncia anônima recebida pela entidade. De acordo com o denunciante, que não foi identificado, diversas irregularidades estariam ocorrendo dentro do CPP 3 e podem ter sido o motivo da rebelião registrada há uma semana.
Entre os problemas apontados, estão a superlotação da unidade, falta de manutenção do prédio, alimentação inadequada e infestação de insetos. Devido ao adiantado da hora em que o Sindcop comunicou o JC sobre a solicitação, não foi possível consultar o Ministério Público ou a SAP sobre o assunto.
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