| Cecília Bastos/USP Imagem |
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| Vinícius Taioqui Pelá, pós-graduando da FOB/USP, durante coleta de água no rio próximo da cidade de Monte Negro |
Em sua 32.ª edição, o projeto FOB/USP em Rondônia passou a coletar amostras de água da cidade de Monte Negro, para análise no laboratório da faculdade, em Bauru. Desenvolvido desde 2002, o programa envolve estudantes, pesquisadores, professores e funcionários da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP) para o atendimento no Norte do Brasil.
São duas expedições anuais, em janeiro e julho. Desta vez, além do atendimento odontológico e de fonoaudiologia para os moradores de Monte Negro, a água utilizada pelos moradores está sendo coletada, tanto nas torneiras quanto em poços. Em Bauru, o material vai passar por análise para saber qual a qualidade do líquido distribuído na cidade rondoniense, que tem 15 mil habitantes, sendo cerca de 5 mil na zona urbana.
“A coleta está acontecendo na área urbana. No laboratório, serão analisadas as quantidades de metais pesados, micro-organismos e também a presença ou não de flúor. O flúor é importante por conta da saúde bucal da população, mas também deve estar em quantidade adequada”, explica a professora doutora Magali Caldana, uma das coordenadoras do projeto FOB/USP em Rondônia. A captação das amostras e a posterior análise está a cargo de Aline Silva Braga e Vinícius Taioqui Pelá, alunos de pós-graduação do Departamento de Bioquímica da FOB.
O resultado dos exames laboratoriais deve ficar pronto entre o final de abril e o começo de maio. “São cerca de três meses para concluir as análises. Eles estão levando uma grande quantidade de amostras, e são vários testes. Depois, os resultados vão ser encaminhados para a Prefeitura de Monte Negro, também com orientações sobre possíveis melhorias”, pontua Caldana, em entrevista por telefone ao JC – os pesquisadores ainda estarão fora de Bauru até o final desta semana.
ATENDIMENTOS
| Cecília Bastos/USP Imagem |
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| Atendimento odontológico em Monte Negro, Rondônia |
Em alguns anos, a viagem de Bauru até Rondônia foi feita com avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Desta vez, o percurso foi via terrestre. Ao todo, viajaram 36 pessoas, entre estudantes de graduação e pós-graduação, professores e funcionários. Eles passaram 44 horas em um ônibus da USP.
O atendimento aos moradores de Monte Negro começou no dia 23 e termina hoje. Amanhã, os pesquisadores iniciam a viagem de volta, com chegada entre a noite de sábado ou madrugada de domingo em Bauru. Por dia, aproximadamente 100 pessoas são atendidas, tanto na cidade quanto na área rural, por equipes das áreas de odontologia e fonoaudiologia.
Em julho, na 33.ª edição, o projeto completará 15 anos. “A primeira vez foi em julho de 2002. E, desde então, sempre vamos duas vezes por ano, em janeiro e julho. Além desse projeto, há quatro anos também vamos, em setembro, mas para atender populações ribeirinhas, em Calama, que é um Distrito de Porto Velho. Aí são usados barcos, inclusive. Agora, em janeiro e julho, fazemos o trabalho na cidade e na zona rural, mas sem a necessidade de barcos”, diz a coordenadora.
Além dos profissionais, que viajaram de ônibus, todo o material usado viajou do interior paulista para o Norte do País – mais de 2.600 quilômetros. “Sempre vem muito material para cá, para dar suporte ao atendimento. São quase duas toneladas, que vem de caminhão, e precisa ser montado e desmontado para uso no trabalho durante o período”, conclui Caldana.

