| Divulgação |
![]() |
| A oposta Ana Paula Borgo |
| Wesley Mattos/Divulgação |
![]() |
| A levantadora Letícia Cazzoni |
| Divulgação |
![]() |
| A oposta/central Leticya Paulo |
| Imágine Fotografia/Divulgação |
| A líbero Leticia Hemelly Gomes |
As categorias de base de vôlei feminino da Associação Luso Brasileira de Bauru podem ser consideradas um celeiro de talentos do voleibol brasileiro. O clube é responsável pela revelação de inúmeras atletas que atualmente brilham na modalidade nas mais diversas competições.
Coordenadas pelo diretor Marcelo Alves Corrêa e pela professora Joanil Sanches, ou Jô como é mais conhecida, a base do vôlei da Luso tem vários exemplos de atletas hoje consagradas que deram seus primeiros passos no esporte nas escolinhas do clube.
Uma delas é Leticia Hemelly Gomes, 20 anos, líbero do Pinheiros, que disputa a atual edição da Superliga. Agudense de nascimento, mas tendo vivido muito tempo em Bauru em sua infância e adolescência, Leticia se interessou pelo vôlei em um projeto social desenvolvido em Agudos e, um ano depois, ingressou na Luso.
“A Luso para mim foi de extrema importância, pois comecei a perceber o vôlei como competição e não somente como um brincadeira. Além disso, conheci pessoas maravilhosas, amigos que levarei para o resto da vida, como minha técnica e amiga Joanil Sanches”, destaca a atleta, que após sair da Luso atuou por times de Taubaté, Cascavel (jogando a Superliga B) e Pinheiros, seu atual clube.
Outra “cria” bauruense da Luso que também disputa a Superliga, mas pelo Osasco, é Ana Paula Borgo Bedani da Cruz. Quinta maior pontuadora da Superliga passada e também um dos destaques da seleção brasileira B que disputou o Montreux Volleys Masters, na Suíça, no ano passado, a jovem oposta de 23 anos também ressalta a importância do início na Luso em sua carreira.
“Comecei a jogar vôlei na Luso com a Jô quando tinha quase 11 anos. Estava querendo achar um esporte que eu gostasse e meus pais me levaram lá. Desde a primeira semana já amei logo de cara o vôlei. A Jô me recebeu muito bem e é minha amiga até hoje. A base é muito importante e fui atleta da Jô por quatro anos na Luso. Ela me ensinou desde o começo de tudo”, recorda a agora oposta do Osasco, mas que também já atuou pelo São Caetano – clube para o qual se transferiu após sair da Luso e onde jogou sete anos –, Pinheiros e seleções sub-22, sub-23 e de novos.
Um pouco mais jovens, outras duas atletas bauruenses têm futuro promissor. Letícia Cazzoni Corrêa, de 16 anos, começou a jogar na Luso aos nove anos, tendo a professora Jô como mestre. “Foi lá que conheci a paixão por este esporte”, frisa a levantadora, que já atuou no Projeto Vôlei Jaú, Ibirapuera e está de malas prontas para defender o Sesi, para onde irá nesta semana.
Já a oposta/central Leticya Franco de Souza Paulo, de 18 anos, iniciou na Luso aos 13 anos após o “olhar clínico” da professora Jô. “Ela me encontrou em uma loja e disse que eu tinha muito potencial para o voleibol. Por isso, a importância que a Luso e a Jô tiveram na minha carreira foi indescritível, pois foi onde aprendi a base que vou levar para a minha vida toda”, analisa ela, atualmente no Bradesco após também jogar em Araraquara.
Gêmeas de talento
| Fotos: Marcelo Sotto/Divulgação |
![]() |
| A levantadora Keyt Ramalho |
![]() |
| A líbero Keyla Ramalho |
As categorias de base do vôlei da Luso também revelaram outros talentos que demonstram potencial para ir longe na modalidade. As jovens gêmeas bauruenses Keyt Alves Ramalho e Keyla Alves Ramalho, de 17 anos, são prova disso. A levantadora Keyt e a líbero Keyla são dois dos principais destaques do time de base do Sesi, onde já obtiveram conquistas, como os vice-campeonatos paulistas em duas categorias.
Ambas jogaram pela Luso até 2015, quando se transferiram para Araraquara e, posteriormente, para o Sesi. Mas se recordam com carinho da época em que defendiam as cores lusitanas. “Antes da Luso, joguei dois anos na escola Luiz Zuiani com o professor Osvaldo (Altafim Júnior) e de lá, em 2013, fui para a Luso com a Jô. A importância da Luso foi muito grande, porque a Jô é profissional e ela nos ensinou desde o básico do voleibol, os fundamentos e tudo o que a gente precisou”, destaca Keyt.
A eficiência dos ensinamentos na escolinha da Luso foi tão decisiva para Keyla que a fez desistir até de jogar futebol, esporte que praticava antes de decidir seguir carreira no voleibol. “Tinha 10 anos quando comecei a jogar futebol e achava que esse seria o esporte ideal para mim. Isso até eu conhecer a Luso e a Jô, que foi minha primeira técnica, uma mulher excelente, fundamental pra minha carreira. Comecei a jogar vôlei com 11 anos na Luso, que foi importantíssimo para aprender todos os fundamentos e a base para o atleta”, enfatiza a líbero, que já foi considerada a melhor da posição em sua idade e também já defendeu a seleção paulista, onde foi campeã brasileira.
Keyla ainda ressalta o trabalho de outros profissionais que a auxiliaram. “Em 2016, em março, fui convocada para a seleção paulista e fui indicada pelo meu técnico de Araraquara, Eduardo Zamboni. Lá foi um lugar que também abriu muitas portas pra mim. Foi de lá que consegui a seleção. Também queria destacar a ajuda que tive da Mococa, jogadora que atuou como assistente técnica em Araraquara e foi uma das que mais me deu força lá.”
Se não fosse a base...
| Fotos: Divulgação |
| A ex-ponteira Keysi Dayane |
![]() |
| A ex-levantadora Loraine Cortezini Hadid |
| Marcelo Ferrazoli/Luso |
![]() |
| Diretor do Departamento de Vôlei da Luso, Marcelo Alves Corrêa, e a técnica Joanil Sanches |
Mesmo quem já parou de jogar destaca a importância dos fundamentos e ensinamentos que aprendeu nas nas categorias de base da Luso em suas carreiras. A ex-ponteira bauruense Keysi Dayane Alves da Silva, de 22 anos, começou sua trajetória na modalidade no clube lusitano também com a mentora Joanil Sanches e de lá posteriormente atuou em Taubaté, São Carlos, Brasília e no Concilig Vôlei Bauru. “O aprendizado na base vai muito além de fundamentos e técnicas do esporte. Ajuda também a se preparar para desafios na vida”, destaca.
Já a ex-levantadora bauruense Loraine Cortezini Hadid, de 25 anos, que parou de jogar profissionalmente em 2013 após passagens por Sorocaba, Votuporanga, São José do Rio Preto e no Concilig Vôlei Bauru, é outra que demonstra gratidão ao trabalho desenvolvido no clube bauruense. “Tudo que aprendi e tive como espelho foi através da Jô e do Osvaldo Altafim, que até então era o técnico das meninas mais velhas. Devo muito à Luso porque se não tivesse tido boa base não conseguiria ter arranjado tantos times e me destacado em outras equipes”, considera.
A mestre Jô
Mestre na lapidação de “joias” que chegam à base da Luso já há 11 anos, a ex-jogadora Joanil Sanches, ou a popular Jô, tem como filosofia de trabalho não somente formar atletas, mas também cidadãs. “A base é o primordial e não se consegue fazer nada no vôlei se não tiver boa base. Muitas meninas têm potencial para seguir carreira, muitas não têm, mas essa fase de aprendizado, de amizades e de conhecimento das regras e fundamentos é muito importante. Meu princípio é trabalhar a base não só como esporte, mas também na formação de cidadãs a fim de que possam ter futuro não só no voleibol, mas também em outras áreas da vida. Muitas que treinei não continuaram na carreira, mas atualmente são profissionais de destaque em outras áreas”, comenta Jô.
Formada em Educação Física e trabalhando com voleibol de base em Bauru desde os 18 anos, sua carreira como atleta foi curta. Começou jogando handebol em Cuiabá, no Mato Grosso, onde o olhar clínico de um treinador de vôlei a fez trocar de esporte. Desta forma, com 15 anos, passou a integrar a equipe de base mato-grossense. “Foi paixão à primeira vista”, recorda Jô, que depois teve trajetória “meteórica”.
Ainda em Mato Grosso, defendeu o time da Caixa Econômica Federal e da seleção mato-grossense. Em Bauru, atuou pelo Bauru Atlético Clube (BAC). Também teve rápida passagem pelo Araçatuba e chegou a ser assediada por outros clubes e até pela seleção brasileira juvenil, que não pode defender por ter ultrapassado a idade limite. Parou de jogar aos 23 anos e, com 32 anos, disputou e foi campeã dos Jogos Regionais por Ourinhos.






