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Em pleno verão, os bebedouros públicos deixam pedestres na mão

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Douglas Reis
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Paulo Cesar Faria aponta para o bebedouro sem torneira na Nações Norte: “sede de solução”

Expostos aos tempo e sem vigilância, vários bebedouros instalados pela cidade apresentam problemas, tornando inviável o consumo de água para pessoas que precisam se refrescar das altas temperaturas neste verão.

Alguns lugares, inclusive, são de grande fluxo, como o parque Vitória Régia, praça da Copaíba e avenida Nações Norte. Ao todo, 28 dos 90 aparelhos existentes no município necessitam de manutenção, segundo levantamento divulgado pelo DAE à pedido do JC.

O número, porém, pode ser maior, já que parte da lista apresentada não bate com a realidade de alguns pontos visitados pela reportagem.

A autarquia, por sua vez, atribui as condições dos equipamentos a atos de vandalismo e reconhece a dificuldade de realizar vistorias periódicas. Diz, ainda, que não há previsão para os reparos.

Enquanto isso, quem sofre são os bauruenses, principalmente os que costumam fazer caminhadas, seja em parques, praças ou até em calçadas de grandes avenidas, como na Nações Norte, por exemplo.

Lá, o DAE alega que os bebedouros estão funcionando, mas não foi o que o JC constatou, ontem. Fato comprovado pelo empreiteiro Paulo Cesar Faria, 49 anos, que há três anos usa o local para se exercitar.

“Aqui, os furtos de torneiras são constantes. A prefeitura arruma, mas não dura nem 20 dias o conserto por causa de vandalismo. Isso quando não fica vazando água. Com esse calorão, a gente fica na mão, pois são sete quilômetros de percurso, ida e volta”, constata.

Dos 90 aparelhos da cidade, ainda segundo estatística do DAE, 12 não funcionam por completo. Se somar os da Nações Norte, entretanto, o percentual sobe para 18, conforme a reportagem apurou.

Os demais problemas elencados pela autarquia são vazamentos, torneiras e canos quebrados ou falta desses equipamentos, ralos entupidos, entre outros. Entre os locais identificados, aparelhos apresentam defeitos também em centros esportivos e quadras poliesportivas.

Sem previsão 

Em nota, o DAE informa que não dispõe equipe para realizar a fiscalização preventiva dos 90 bebedouros instalados por toda a cidade. da mesma forma, a autarquia reconhece que não tem condições de realizar vistorias periódicas.

“O que existe é uma manutenção corretiva, ou seja, a partir do momento em que o munícipe solicita reparos nos equipamentos com problemas ou alvos de vandalismo, uma equipe vai até o local providenciar o conserto”, diz. 

Por isso, não há uma previsão de quando os consertos serão efetuados, já que, “à medida que as demandas vão chegando, o DAE vai providenciando os reparos tanto nos equipamentos parados quanto nos que funcionam precariamente, mas de acordo com a disponibilidade de pessoal, porque a maior parte dos funcionários da autarquia é deslocada para executar serviços mais urgentes do dia-a-dia, como reconstrução de redes de água e esgoto danificadas pelas chuvas, consertos de adutoras, vazamentos, reposição de asfalto, entre outros”, destaca. 

A Divisão Técnica do DAE calcula que gasta-se pelo menos R$ 300,00 para manter em perfeito funcionamento cada um dos bebedouros públicos espalhados pela cidade.

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