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Polícia Militar: quase 8 alarmes falsos por dia

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Militar chega a atender quase oito casos por dia de disparos de alarmes apenas em Bauru, mas sem registro efetivo de crime. A estimativa é do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I). No último trimestre (novembro e dezembro de 2016 e janeiro deste ano), 705 disparos de alarme mobilizaram alguma viatura policial.

Na média, portanto, 7,6 ocorrências do gênero são registradas diariamente na cidade. Isso equivale a um registro a cada período de pouco mais de três horas.

O mais intrigante é justamente o fato de que, pelo menos nos últimos três meses, nenhum desses disparos de alarme ter terminado com flagrantes de ilícito (ocorrência de algum crime, como assalto, roubo ou furto).

O coordenador operacional do 4º BPM-I, capitão Milton Maciel, explica que a Polícia Militar tem uma norma própria disciplinando esse tipo de registro.

“O atendimento dos disparos de alarme está disciplinado por procedimento operacional. É um tipo de ocorrência que faz parte do trabalho da PM, e chega pela empresa de monitoramento daquele imóvel, em contato com o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), que desloca uma viatura daquela área para atender a ocorrência”, detalha.

“No último trimestre, registramos ao todo 705 casos de disparo de alarme que demandaram a presença de policiais, mas em nenhum deles houve mesmo ilícito, ou seja, sem consumação de algum crime”, pontua.

Ele cita que, nestes casos, o alarme pode ter sido acionado acidentalmente, por alguma falha do sistema, mau contato ou manutenção.

Bancos

A PM não tem estatística de quantas dessas chamadas foram de estabelecimentos bancários – são cerca de 70 agências em Bauru –, mas o estado de alerta é constante.

“Quando é em banco sempre chama mais a atenção. São ocorrências que demandam cautela dos policiais, pois a gente tem registros de casos de explosões de caixas eletrônicos no interior do Estado, por exemplo”, observa o capitão.

Ele acrescenta: “As chamadas relacionadas às agências bancárias são feitas da mesma maneira que qualquer outra empresa ou imóvel, sempre pelo serviço de monitoramento privado que aciona o Copom da PM”, comenta.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também não tem dados estatísticos da quantidade de ocorrências do gênero no País ou na região de Bauru. Contudo, os bancos adotam uma série de ações para acionar a PM.

“Quando é disparado um alarme de agência, o Centro de Monitoramento do banco em questão inicia uma avaliação técnica em tempo real das imagens daquela agência. Em poucos segundos, esse centro verifica se foi um falso positivo ou não. Somente após isso, é feita a chamada no Copom (Centro de Operações da Policia Militar) que dá os detalhes do que está ocorrendo, para que a policia possa atuar”, diz a Febraban, em nota enviada ao Jornal da Cidade, ontem, pela assessoria de imprensa da entidade.

Regiões da cidade

A cidade de Bauru está dividida em três companhias da PM, subordinadas ao 4º BPM-I. A 1ª Companhia responde pelas regiões central e sul. A 3ª Companhia pelas regiões oeste e noroeste (bairros como Bela Vista, Jaraguá, Falcão, Independência e Nova Esperança), e a 4ª Companhia pelas regiões leste e sudeste (bairros como Mary Dota, Geisel e Redentor).

“A percepção é de que há um número maior de chamadas na área da 1ª Cia., pois é onde se concentram mais estabelecimentos comerciais, agências bancárias e casas de alto padrão, que são as que normalmente possuem mais o dispositivo. Porém, em todas as áreas da cidade existem chamadas”, relata o capitão Milton Maciel, coordenador operacional do 4º BPM-I de Bauru.

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