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O goleiro ídolo do São Paulo inicia como treinador hoje


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J.F.Diorio/AE
Rogério Ceni inicia  sua trajetória como comandante são-paulino tentando demonstrar aos atletas a importância de começar bem o campeonato

Rogério Ceni fará neste domingo (5) a sua estreia oficial como técnico do São Paulo, contra o Audax, às 17h (de Brasília), na Arena Barueri, pela primeira rodada do Campeonato Paulista. Em meio a uma polêmica pelo alto preço dos ingressos (preço mínimo de R$ 100), gerada pelo presidente do adversário, Vampeta, já diminuída pelo próprio treinador do Tricolor, o ex-goleiro fez questão de enaltecer a importância de uma boa campanha para dar confiança aos jogadores da equipe nesse começo de trabalho.

“Importante sempre é (ganhar títulos), independente dos campeonatos. Em 2005 nós levamos o Paulista, que depois levou para a Libertadores, Mundial, Brasileiro... foi uma sequência muito boa. Toda vitória vai dando corpo base para você chegar mais longe no Campeonato Brasileiro. Só um vai ficar feliz no meio de maio, espero que sejamos nós, mas temos competidores à altura, para olhar bem de frente assim. Mas nós vamos trabalhar muito por isso”, explicou o comandante.

Já com uma base bem definida, apoiada principalmente nos zagueiros Maicon e Rodrigo Caio e no meia Cueva, Ceni quer usar a competição para rodar bastante seus jogadores e dar chances a todos. Adepto de um estilo bastante intenso de atuar, principalmente na marcação, ele acredita que conseguirá rodar boa parte do elenco e dar chances a todos que têm trabalhado com ele desde o dia 4 de janeiro.

Para a partida de estreia, porém, o treinador manteve a dúvida a respeito de quem será o goleiro titular e quem formará o trio defensivo ao lado de Maicon e Rodrigo. Os favoritos são Sidão, que ficou à frente de Denis após o bom desempenho na Copa Flórida, e Douglas, que apresentou uma melhor forma física do que Breno, seu concorrente direto na função.

Preferindo adotar o mistério na hora de definir a escalação, Ceni apenas garantiu que não vai mudar nada em sua equipe por enfrentar um adversário que atua de maneira tão peculiar quanto o Audax, apostando sempre em uma saída de bola pelo chão e usando bastante o goleiro para jogar com os pés.

“Quando você tem um sistema de jogo bem definido você tem que tentar fazer o rival se adaptar a ele. Nós temos um sistema próprio e ele é o mesmo que a gente vai utilizar, que estamos utilizando desde o primeiro amistoso. Três zagueiros ou uma linha de 4 com o Rodrigo flutuando entre elas. Não faria sentido eu treinar durante três semanas um estilo e depois mudar. Eles jogam com muito pouca pressão em cima deles”, avaliou.

Do outro lado, o Audax manteve boa parte da base que disputou o Brasileiro da Série B no ano passado, fazendo uma campanha irregular, mas conseguindo se manter na segunda divisão nacional. Mais uma vez comandado pelo técnico Fernando Diniz, o time de Osasco aposta no entrosamento para superar o Tricolor, que deve ser defendido pelo goleiro Sidão, velho conhecido dos osasquenses.

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