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Corpo de dona Marisa Letícia é cremado em São Bernardo do Campo

Por Bruno Bocchini | Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução Internet
Ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva

O velório da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva teve início por volta das 9 horas de hoje (4), no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). A cremação ocorreu à tarde no Cemitério Jardim da Colina.

Ela foi velada no terceiro andar do edifício, no anfiteatro do sindicato. Inicialmente, apenas familiares e amigos próximos terão acesso ao local.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao sindicato às 8h45.

Populares presentes ao velório de Marisa Letícia elogiaram a ex-primeira-dama e sua parceria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ela foi tudo para ele e lutou muito para acabar com a fome no País", disse o sindicalista José Porto, que disse ser amigo de Lula. De acordo com ele, a morte de Marisa não acabará com as "forças" do ex-presidente. "Ele terá nosso apoio para voltar a ser presidente do Brasil."

Já a simpatizante Miriam Leirias, de São Paulo, disse que Marisa foi o "esteio, o pilar" de Lula. Para ela, o apoio da ex-primeira-dama "transcenderá" a Lula. O velório foi aberto ao público. Lula está ao lado do caixão e abraça a todos que vieram prestar solidariedade.

Estiveram no local o deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA), o vereador por São Paulo Eduardo Suplicy (PT), e ex-ministros de governos do PT Luiz Dulci, Juca Ferreira e Marco Aurélio Garcia, além do presidente do PT, Rui Falcão. Dois governadores também estiveram presentes. Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, e Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio, chegaram sem falar com a imprensa.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a ex-primeira-dama Marisa Letícia foi "vítima de perseguição", o que teria contribuído para agravar seu estado de saúde. "Estou engasgado com isso. Ela foi vítima de uma perseguição gigantesca e não aguentou", disse o senador, ao chegar no velório.

O deputado federal Vicentinho (PT-SP) disse, em rápida entrevista a jornalistas, que "sinceridade era a característica" da ex-primeira-dama Marisa Letícia. "Quando tinha de dar umas duras, ela dava", afirmou em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

O ex-ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou que a "herança" deixada pela ex-primeira-dama Marisa Letícia é a "determinação de devolver otimismo e acabar com o ódio no País".

Mais cedo, uma equipe da TV Globo foi hostilizada por parte dos presentes, aos gritos de "imprensa golpista" e "imprensa assassina". A equipe deixou o local. Funcionários do sindicato pediram que o dia não seja de "confusão com a imprensa, mas de silêncio". 

A expectativa é de que o velório se estenda até 15h. Depois, o corpo de Marisa será levado para o cemitério Jardim da Colina, também em São Bernardo do Campo, onde será cremado em cerimônia reservada à família.

A ex-primeira-dama morreu ontem (3), aos 66 anos, após ficar dez dias internada no hospital Sírio- Libanês. No último dia 24, ela sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico.

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